sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Segundo subsídio para Lição 12 da Escola Dominical (Cpad)

LIÇÃO 12 - DIA 20/12/2009

“DAVI E O SEU SUCESSOR”

Autor: Osvarela

TEXTO ÁUREO - I Cr 22:9.

I Cr. 22.9. Eis que o filho que te nascer será homem de repouso; porque repouso lhe hei de dar de todos os seus inimigos ao redor; portanto, Salomão será o seu nome, e paz e descanso darei a Israel nos seus dias.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Cr 28:4-8.

Reflexão: E, de todos os meus filhos (”porque muitos filhos me deu o Senhor”), escolheu ele o meu filho Salomão para se assentar no trono do reino do Senhor sobre Israel.E me disse: Teu filho Salomão, ele edificará a minha casa e os meus átrios; porque o escolhi para filho, e eu lhe serei por pai.E estabelecerei o seu reino para sempre…

GLOSSÁRIO:

ADONIAS - hebraico: Jeová é Senhor.

Adonias - Príncipe

GIOM, hebraico: Rio corrente

Descanso - ‘sabbath’. Hb.

EKKLÉSIA -gr.: ????????

Shabat e a Teopedagogia.

Shabat é a celebração judaica semanal da criação do mundo por Deus: “Em 6 dias, Deus criou os céus e a terra e no 7º descansou”. Cremos num “shabat” como um dia de descanso, sem ser necessariamente o dia de sábado. Assim Deus ensina, e deu determinações sabáticas, inclusive para o plantio.

Mas o próprio exemplo que Ele dá, no relato da Criação, corresponde às mais modernas concepções psico-filosóficas educacionais: o exemplo é fundamental! Quem é pai ou educador sabe o devastador efeito da frase: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço…”Em termos técnicos, poderíamos dizer que isto gera uma dissonância cognitiva; voltando ao planeta Terra, nós, meros mortais, entendemos esta frase como uma bruta incoerência… gerando a dúvida! Afinal, o que devo fazer: o que me é dito ou o que me é apresentado como modelo real de ação?

EXÓRDIO:

Costume da Época:

1-A Questão das Subfamílias:

As Escrituras no Antigo Testamento, abrem a possibilidade de um homem em Israel ter mais de uma esposa, desde que possa sustentar as duas da mesma maneira. Aliás um costume daquela região Oriental do Mundo.

Dt.21. 15-17. Se um homem tiver duas mulheres, uma a quem ama e outra a quem despreza, e ambas lhe tiverem dado filhos, e o filho primogênito for da desprezada, quando fizer herdar a seus filhos o que tiver, não poderá dar a primogenitura ao filho da amada, preferindo-o ao filha da desprezada, que é o primogênito; mas ao filho da aborrecida reconhecerá por primogênito, dando-lhe dobrada porção de tudo quanto tiver, porquanto ele é as primícias da sua força; o direito da primogenitura é dele.

Devido o contexto do matrimônio oriental e também em Israel, aliado ao conceito da remissão da família de algum parente falecido, este costume era providencial.

Era comum a rivalidade das “subfamílias” na poligamia.

Podemos ver isto no caso de Abraão e Sara e a concubina que lhe deu o primeiro filho, de uma não livre, Agar.

Gl.4. 22,24. …Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre….o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas, o que era da livre, por promessa. […]essas mulheres são dois pactos; um do monte Sinai, que dá à luz filhos para a servidão, e que é Agar…é o monte Sinai na Arábia e corresponde à Jerusalém atual…

2-A Importância da Mãe:

Numa rara manifestação das mulheres este episódio retrata a importância da mulher em Israel, principalmente no conjunto social das subfamílias.

Assim, as mães tiveram papel importante neste evento, a partir de pontos de contato com o Rei Davi:

- A proximidade, maior ou menor com o pai, no sentido de amor ou leito conjugal, isto a fazia muito importante, numa situação, mesmo bíblica em que o contexto era masculinamente formado.

Por isto há uma manifestação e citação do nome das mães de cada pretendente ao trono:

Hagite e Bate-Seba, pelo visto, uma trabalhava nos bastidores, e a outra trabalhou utilizando a preferência do Rei por si, e pela legalidade matrimonial diversificada [subfamílias] daquele tempo, utilizando o dito do Rei Davi, amplamente divulgado em sua Casa Real: Salomão seria o seu sucessor!

6 E nunca seu pai o tinha contrariado, dizendo: Por que fizeste assim? E era ele também muito formoso de parecer; e Hagite o tivera depois de Absalão.

11 Então falou Natã a Bate-Seba, mãe de Salomão, dizendo: Não ouviste que Adonias, filho de Hagite, reina? E que nosso senhor Davi não o sabe?

3-Esta é mais uma parte da turbulenta relação de Davi com Bate-Seba.

Mais contrariando tudo e a todos, a soberania, e querer de Deus, além do seu amor e da sua Palavra Eterna, todo o mal é transformado em Benção para a Nação de Israel, povo eleito por Deus, tal qual no Éden “da semente da mulher nasceu um que feriu a cabeça da serpente”.

Assim Bate-Seba, se mostra uma mãe preocupada com a sua família por causa das muitas mulheres de Davi.

A mãe de Adonias, talvez, [uma inferência, não está na Bíblia], esperasse aproveitar do mimo de Davi, através de Adonias, para conseguir, o que não conseguira a mãe de Absalão. É possível.

Já Bate-Seba tratava o rei com muito respeito.

Temos liberdade de nos achegar a Cristo com nossos pedidos, mas com muita reverência.

4-Situação histórica do contexto deste momento em Israel:

É um caso típico de Aliança e escolha de Deus e sua relação com uma Nação - Israel.

“Relação entre povo e nação, a teologia da eleição e a teologia da aliança”. Antigo e Novo Testamento - CPAD - Gerhard Hasel citando Clements.

Adonias se rebela seis anos após Absalão.

Davi teria por volta de 70 anos, para mais, [II Sm.5.4,5; I Cr. 3.4] e estava adoentado e envelhecido, talvez pelas lides do reino e pela família que criara ou alguma doença não citada pela Bíblia, que lhe baixava a temperatura e trazia-lhe frio incomum.

Não sejas frio, nem morno.

Ap.3. 15,16. Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca.

a-A Soberania da escolha de Deus:

Não importa o tempo de cada um, numa Igreja ou Ministério, falo isto após muitas experiências sobre o assunto, permitidas por Deus.

Quando Deus resolve escolher, ninguém pode impedir a ação de Sua Soberania.

Ele é absoluto e Único em poder e Autoridade. Pv.8. 15. Por mim reinam os reis…

Sl. 113. 7,8. Ele levanta do pó o pobre, e do monturo ergue o necessitado, para o fazer sentar com os príncipes, sim, com os príncipes do seu povo.

INTRODUÇÃO:

Sucessão é um assunto que infere diversas condições e situações.

Assim, Sucessão Infere:

Transferência de poder

Perda de poder

Modificação de ordem mental do povo. O povo pode ter temor do novo governante, por tributação, por espoliação.

Oriunda da mentalidade do que sai e a do que sucederá. O povo pode amar o que sai e ter receio quanto ao que vai governar.

Modificação de Ordem Governamental e em Israel de Ordem dos Profetas da Coorte, ainda que não necessariamente.

Troca de posições

Troca do velho pelo novo

Mudança de hábitos antigos

Novos hábitos

Personalidade e caráter; do que deixa o poder e a do sucessor

Motivação para uns e desânimo para outros

Nova condução

Escolha

Aceitação

Negação

A sucessão de Davi desponta sob uma Promessa de Deus e afirmada sobre esta promessa.

Davi como já foi dito, em outros textos, deste trimestre, mostrou-se muito ligado a fertilidade através de suas muitas esposas reais.

1-Desta Prole Distinta Por:

Serem filhos de um mesmo pai;

Serem filhos de mães de origens diferentes;

Distanciados do pai, devido a sua lide real;

Pelas questões de primogenitura;

Pelo ventre pelo qual foi gerado, trouxe uma distinção ímpar na questão da sucessão do trono davídico e davidiano, por todas estas questões.

2-Assim a sucessão passava por alguns caminhos:

O Caminho da primeira sucessão real em Israel unificado;

O caminho da trivial escolha pelo rei;

O caminho natural da primogenitura e sua seqüência lógica;

O caminho da escolha divina

Aliado a esta:

O caminho, da escolha para o cumprimento da promessa.

O caminho de descanso [shabat] do povo de Deus.

Temos aí uma bifurcação especialmente dispare, na qual o Rei Davi se encontrou, ao chegar o momento da sucessão:

Adonias e Salomão.

Bate-Seba e Hagite, mãe do insurreto rebelde.

3-A situação familiar de Davi, e a confusão, que trouxe a sua casa continuam lhe trazendo problemas:

Nesta lição somos forçados a olhar para as lições anteriores para entendermos porque aconteceu isto com a Casa Real de Davi, casa escolhida por Deus com promessa de Reino Eterno.

Esta passagem tem muito a ver com o acontecido, durante a ida do Profeta Samuel, a Casa de Jessé para ungir a Davi.

Adonias era belo e achava que por sua aparência poderia aproveitar-se em ser agradável ao povo, pelas qualidades pessoais, além do amor de seu pai, que o mimava.

O tratamento que Davi dava ao seu filho Adonias era um tratamento, que hoje muitos pais dão aos seus filhos, esquecem que além da resposta “sim”, há também ocasião para responder “não”.

Deus continua vendo o coração e não a nossa aparente beleza, se tivermos, não é qualidade para qualificar um escolhido!

O mundo diz que “beleza é fundamental”.

Deus disse o coração e fundamental! “Um coração contrito, não desprezarás, ó Deus”. Davi em Salmos 51.

Leia o Texto Bíblico:

I Rs. 1.6. Ora, nunca seu pai o tinha contrariado, dizendo: Por que fizeste assim?

Saibamos falar não aos nossos filhos, na hora precisa para que ele não se levante contra a nossa autoridade dentro do lar.

Da mesma forma, dentro do Ministério, há momento de se falar não.

4-Filhos de Davi -

Destaque:

Filhos que deram problema na casa Real de Davi:

Amnom e Absalão.

Mortos e rebeliados e as suas mães:

Seu primogênito Amnom - de Ainoã, a jizreelita; violentou sua irmã Tamar. A filha de Davi fazia parte dos seus primeiros filhos nascidos, quando ele reinava em Hebrom, com o reino ainda dividido.

O terceiro Absalão - filho de Maacá, filha de Talmai, rei de Gesur; Ladrão de corações.II Sm.15. 6. Assim fazia Absalão a todo o Israel que vinha ao rei para juízo; desse modo Absalão furtava o coração dos homens de Israel.

O quarto Adonias - filho de Hagite. Tentou usurpar o reino de seu pai.

II Sm.3.3-5. 2 Nasceram filhos a Davi em Hebrom. Seu primogênito foi Amnom, de Ainoã, a jizreelita; o segundo Quileabe, de Abigail, que fôra mulher de Nabal, o carmelita; o terceiro Absalão, filho de Maacá, filha de Talmai, rei de Gesur; o quarto Adonias, filho de Hagite, o quinto Sefatias, filho de Abital; e o sexto Itreão, de Eglá, também mulher de Davi; estes nasceram a Davi em Hebrom.

Veja outros filhos de Davi: Em nosso Estudo: “Quem Foi Davi?”

5-Quantos de nós não precisamos nos humilhar, pois às vezes, estamos tomando o lugar alheio, mas a cobiça fala mais alta e vamos nos impondo com trajes de autoridade junto ao povo, sem perguntar ao Rei se somos os escolhidos ou mesmo sabendo de antemão, ouvindo à mesa do rei que ele já escolheu o seu ungido.

II - Adonias e Salomão:

Mais uma vez Deus interfere na vida do seu Povo, diferentemente do que os adeptos da Teologia Relacional ou do Processo andam pregando.

Faltava ouvir o Rei declarar quem seria seu sucessor, eles fizeram igual aqueles, que se querem dar importância e se lançam numa aventura, na primeira “oportunidade” de alcançar um lugar ao lado de alguém, que se faz “importante”, incorrendo muitas vezes em rebelião junto ao mesmo.

Muitos buscam títulos e isto ocorre no seio da Igreja.

III - A Ação de Davi:

Intercessão:

Ela, Bate-Sua busca o Rei, seu marido, no leito. Com humildade e resignação e reverência procura uma solução pela qual a Promessa de Davi, não caísse no vazio e o Rei que já estava enfraquecido, se torna refém dentro de sua própria casa [beit], e do querer do seu filho Adonias, que buscou a oportunidade para conquistar o que seu meio-irmão Absalão não conseguira.

Através da interferência de Bate-Sua, e do seu profeta da corte, Natã, Davi voltou a realidade do seu Reino, do qual ainda não houvera ordenado sucessão, ou fora destituído, e mais não determinara sucessor, e assume sua posição e palavra.

6. E nunca seu pai o tinha contrariado, dizendo: Por que fizeste assim? E era ele também muito formoso de parecer; e Hagite o tivera depois de Absalão.

É hora de repensar o tratamento dado aos seus filhos, que estão em sujeição.

Não seja irritadiço, mas seja fiel aos seus compromissos de educá-los sob os mandamentos de obediência e da Palavra de Deus.

I CR. 28. 3,6. Mas Deus me disse: […]Todavia o Senhor Deus de Israel escolheu-me de toda a casa de meu pai, para ser rei sobre Israel para sempre; […]E, de todos os meus filhos (porque muitos filhos me deu o Senhor), escolheu ele o meu filho Salomão para se assentar no trono do reino do Senhor sobre Israel, e me disse: Teu filho Salomão […]escolhi para me ser por filho, e eu lhe serei por pai.

a-Davi mostra, quem realmente mandava em Israel e ainda velho causava comoção e respeito a todos.

Leia I Rs.1.1-55. Os versículos sem anotação do Livro, fazem parte dos textos da Lição e deste capítulo indicado.

Assim ele além de instruir como realizar a cerimônia de sua Sucessão, dá todas as coordenadas diplomáticas e cerimoniais para ser executadas pelos seus comandados.

Você pode pensar que estão usurpando seu lugar, mas Deus vai agir em teu favor e você ainda será exaltado, fique tranqüilo e espera o tempo de Deus, alguém vai ser usado por Deus para ser teu porta-voz, assim o Espírito Santo expressa o teu gemido diante de Deus em palavras inteligíveis e intercede em teu favor.

Andar na mula do Rei - mostrou ao povo que havia dignidade em Salomão, pois fora escolhido para andar na mesma cavalgadura de Davi.

Segundo a tradição judaica, da época, montar na Mula de Davi, sem permissão, significava morte do que o fizesse.

IV- A Intercessão de Mãe E do Profeta:

Bate-Seba, depois do nascimento de Salomão, não entrou novamente em cena até a revolta de Adonias, na qual ela e Natã informaram Davi do que estava acontecendo.

Tanto ela quanto Natã sabiam que Salomão, e não Adonias era o escolhido do Senhor.

Davi confortou Bate-Seba depois que seu filho morrera. E logo após ela concebeu a Jedidias, embora Davi, já avisado por Deus, o chamara de Salomão [Shalomon]

E agora que o reino estava à beira da guerra civil, mais que nunca, Bate-Seba precisava da garantia do rei para assegurar a sucessão de seu filho.

V - Um Rei Envelhecido, Mas Ainda de Presença Forte:

I Rs. 1-6. Ora, o rei Davi era já velho, de idade mui avançada;

5 E, de todos os meus filhos (porque muitos filhos me deu o Senhor), escolheu ele o meu filho Salomão para se assentar no trono do reino do Senhor sobre Israel,

Davi não perdeu a sua presença, manteve a mesma desde que era jovem, ou seja, a sua presença causava respeito e empatia a todos que o conheciam e foi aumentada pela Unção como Rei.

Mesmo em sua velhice ele se fazia respeitar, o seu poder de decidir era considerado, de tal forma, que apenas a presença de sua Mula na cidade, destarte Salomão estar sobre ela [veja no corpo do texto], fez estremecer a todos quanto se juntaram a Adonias, [Pv. 14. 28. Na multidão do povo está a glória do rei; mas na falta de povo está a ruína do príncipe.] ficaram “murchos” e de semblante abatido, pois não esperaram, ou melhor, não deram ouvidos a quem realmente, ainda reinava e tinha poder para determinar o seu sucessor.

Pv.29.26. Muitos buscam o favor do príncipe; mas é do Senhor que o homem recebe a justiça.

Isto demonstrou que um verdadeiro líder ainda que esteja envelhecido, quando toma uma posição, ele nem precisa aparecer no evento, um simples sinal de sua mão sobre os negócios de Deus ou sua palavra, faz o povo temer, pela aliança conhecida, do mesmo, com Deus, como se falasse: “Retira a tua mão, deste negócio, pois não podes lutar contra Deus”.

  • 48 Então estremeceram e se levantaram todos os convidados que estavam com Adonias; e cada um se foi ao seu caminho.
  • 49 E também disse o rei assim: Bendito o Senhor Deus de Israel, que hoje tem dado quem se assente no meu trono, e que os meus olhos o vissem.

VI - Quando a escolha é de Deus ela traz temor àquele que se levanta contra ao Escolhido do Rei:

Ao ver Salomão sobre a mula de Davi

  • 50 Porém Adonias temeu a Salomão; e levantou-se, e foi, e apegou-se às pontas do altar.
  • 51 E fez-se saber a Salomão, dizendo: Eis que Adonias teme ao rei Salomão; porque eis que apegou-se às pontas do altar, dizendo: Jure-me hoje o rei Salomão que não matará o seu servo à espada.

Tal qual as cidades de refúgio, o ato de Adonias correr ao tabernáculo, e agarrar-se as pontas do altar, significava para ele procurou segurança e abrigo, para não morrer, demonstrando que ele reconhecia que agira contra a vontade do rei e de Deus e era do seu conhecimento a vontade de seu pai.

Assim ele tem o seu animo mudado de exaltado, muito embora a exaltação do texto b´blicotenha o significado de uma tomada de decisão provocativa, com o intuito de ser auto-proclamar rei, com a ajuda de grupos que a ele se juntaram.

Também podemos dizer que ele teve que se humilhar perante Salomão.

VII- A Humilhação de Adonias:

Ele deixou-se levar pela cobiça. Não pela voz de Deus, através do Rei, ungido.

Ele incorreu em dois graves erros:

-Insurreição

-Não esperou a voz de Deus

Pv. 25.7. porque melhor é que te digam: Sobe, para aqui; do que seres humilhado perante o príncipe.

Esta atitude de Adonias também nos dá uma lição:

Reconhecer erros;

Reconhecer o agir da mão de Deus;

Reconhecer a autoridade paternal.

Na realidade, no vácuo do poder, [que Davi deixou acontecer] primeiro pela velhice de seu pai [”I Rs. 1-6. Ora, o rei Davi era já velho, de idade mui avançada;”], e pelas tantas linhas sobre o assunto, que estudamos neste trimestre, Adonias sentiu-se apto para iniciar uma forma de impor-se como Rei de Israel de maneira forçada, mas ao ver que o Rei Davi saíra de sua inércia, e cumpriu a sua palavra real, que não pode voltar atrás, ele temeu e tremeu pela sua vida e humilhou-se.

I Rs. 1-6. Ora, o rei Davi era já velho, de idade mui avançada; e por mais que o cobrissem de roupas não se aquecia. Disseram-lhe, pois, os seus servos: Busque-se para o rei meu senhor uma jovem donzela, que esteja perante o rei, e tenha cuidado dele; e durma no seu seio, para que o rei meu senhor se aqueça.Assim buscaram por todos os termos de Israel uma jovem formosa; e acharam Abisague, a sunamita, e a trouxeram ao rei. Era a jovem sobremaneira formosa; e cuidava do rei, e o servia; porém o rei não a conheceu.Então Adonias, filho de Hagite, se exaltou e disse: Eu reinarei. E preparou para si carros e cavaleiros, e cinqüenta homens que corressem adiante dele. Ora, nunca seu pai o tinha contrariado, dizendo: Por que fizeste assim? Além disso, era ele muito formoso de parecer; e era mais moço do que Absalão.

VII- Adonias e a Nossa Posição Espiritual Antes de Ouvirmos a Voz do Rei:

Às vezes aqueles, como nós, que éramos distantes do Rei Jesus, e avessos a sua autoridade real, só nos restou agarrar-nos as pontas do altar e pedir misericórdia a Deus por nossa vida e mesmo na nossa vida espiritual quando muitos se levantam querendo tomar o lugar do Rei, só as pontas do altar de Cristo podem dar garantias.

Ainda, mesmo que sejamos Obreiros, temos que tomar cuidado para não sermos contaminados pela cobiça de facilidades e sermos humilhados por ela.

O altar do Tabernáculo dava garantia de vida.

Agora a nossa garantia está no fato de que somos “ekklésia” - chamados para fora, o que nos leva a meditar na Epístola aos Hebreus. Cap. 13. 8-13. Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.[…] Temos um altar, do qual não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo.[…] Por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta. Saiamos pois a ele fora do arraial…

Temos um altar, do qual não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo“, significa que nós temos direitos extraordinários e especiais, por aceitarmos Jesus como nosso Rei e Salvador.

As Escrituras nos diz, que Salomão foi chamado por Deus para pedir, o que ele quisesse, mas ele não pediu ao Senhor, nem ouro nem riquezas, mas sabedoria específica: “para entrar e sair de diante do Povo de Israel“.

II Cr.1.7-10. …Deus apareceu a Salomão, e lhe disse: Pede o que queres que eu te dê. E Salomão disse a Deus:[…] a mim me fizeste rei em seu lugar. […]; porque tu me fizeste rei sobre um povo numeroso…Dá-me, pois, agora sabedoria e conhecimento, para que eu possa sair e entrar perante este povo; pois quem poderá julgar este teu povo…?

VIII - A Ação de Salomão a Respeito da Vida de Seu Meio-Irmão:

Vemos que ele se mostra corajoso.

Dotado pela Unção que lhe foi impetrada pelo Sacerdote Zadoque, faz o seu primeiro julgamento, usando um conceito da Justiça. I Rs.1. 39. Então Zadoque, o sacerdote, tomou do tabernáculo o vaso do azeite e ungiu a Salomão. Então tocaram a trombeta, e todo o povo disse: Viva o rei Salomão!

Quero dizer com isto, que ele aplica o conceito da justiça verdadeira, que é a Justiça de Deus.

II Sm.22. 27. Para com o puro te mostras puro, mas para com o perverso te mostras avesso.

I Rs. 1.52,53. E disse Salomão:Se for homem de bem, nem um de seus cabelos cairá em terra; se, porém, se achar nele maldade, morrerá. E mandou o rei Salomão, e o fizeram descer do altar; e veio, e prostrou-se perante o rei Salomão, e Salomão lhe disse: Vai para tua casa.

CONCLUSÃO:

Podemos ser afligido por causa de situações como esta, pela qual passou Salomão.

Mas, sejamos como ele, não disse uma palavra a respeito do que ocorria, como vemos no texto bíblico.

Ele tinha alguém intercedendo por ele.

Ele conhecia o coração do rei.

Ele sabia da Promessa do Rei.

Ele sabia que uma vez dada a palavra real não pode ser mudada.

Ele esperou em seu senhor. Nós esperamos no Senhor Jesus, Nosso Senhor e Salvador.

Destaco a sua atenção:

Davi após a sua decisão pôde descansar em seu leito, ele fizera o que Deus lhe mandara.

I Rs.1.47. E também os servos do rei vieram abençoar a nosso senhor, o rei Davi, dizendo: Faça teu Deus que o nome de Salomão seja melhor do que o teu nome; e faça que o seu trono seja maior do que o teu trono. E o rei se inclinou no leito. 48.E também disse o rei assim: Bendito o Senhor Deus de Israel, que hoje tem dado quem se assente no meu trono, e que os meus olhos o vissem.

Ele pode fazer como o Apóstolo Paulo, ao ensinar ao seu filho Timóteo e outros.

II Tm.4.7. Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.

Fonte:

Martinho Lutero Semblano.

Jane Bichmacher de Glasman - Professora da UERJ, do ISTARJ, escritora

Bíblia Dake

Bíblia Plenitude

Bíblia digital - cortesia Tio Sam

CGADB - Pr. Walter Santos Baptista

Lição CPAD

Apontamentos do autor

Texto: Quem foi Davi - autoria própria.

Teologia Relacional - Caio Fábio

Augustus Nicodemus

Andrew Jumper - INRV

Antigo e Novo Testamento - CPAD - Gerhard Hasel

Bíblia Dake - CPAD

fonte: www.ebdweb.com.br/2009/12/18/davi-e-o-seu-sucessor-pr-osiel-varela

Subsídio da Lição 12 da Escola Dominical (Cpad)

DAVI E O SEU SUCESSOR
Texto Áureo: I Cr. 22.9 - Leitura Bíblica em Classe: I Cr. 28.4-8


Objetivo: Mostrar, através do exemplo de Davi, que formar sucessores é, sem dúvida, uma das maiores virtudes dos grandes líderes.

INTRODUÇÃO
Davi está avançado em seus dias de vida e começa a antever a necessidade de um novo rei para Israel. Como rei prudente, segundo o coração de Deus, trata de preparar o povo para a sucessão. Na aula de hoje meditaremos justamente a respeito desse processo a fim de extrair lições sobre a liderança cristã. Estudaremos, a princípio, sobre a transição do reinado. Em seguida, analisaremos a escolha de Salomão para ser o rei de Israel. Ao final, refletiremos sobre a importância da formação de líderes sucessores no ministério cristão.

1. A ESCOLHA DO SUCESSOR DE DAVI
Davi está enfermo, em seus últimos dias de vida. Reconhecendo a realidade circunstancial, o rei se dirige aos líderes do povo. Vale a pena atentar para alguns detalhes do texto bíblico básico desta lição. Davi reconhece que fora escolhido rei em Israel não por méritos pessoais, mas porque o Senhor o escolhera graciosamente (I Sm. 16.10-12), assim como Judá por príncipe (Gn. 49.10). Devi teve muitos filhos (I Cr. 3.1-9), mas Deus optou por Salomão a fim de que esse sucedesse seu pai no trono de Israel, demonstrando que Ele somente conhece a pessoa certa para o lugar adequado no tempo apropriado (v. 4,5 – ver I Cr 17.12; 22.9; II Sm 7.12-14; 12.24,25 I Rs.1.13). É válido ressaltar que essa não é uma escolha para a salvação, mas para a realização do trabalho que Ele mesmo decretou (v. 6). Aqueles que Deus escolham precisam responder ao chamado de Deus, e principalmente, perseverar em cumprir os mandamentos do Senhor (v. 7 – ver I Rs. 3.14; 9.4). A observância aos mandamentos não deveria ser perseguida apenas pelo rei, mas por todo o povo de Israel a fim de desfrutar das promessas que Deus havia previamente dado a Moisés (Dt. 30.15-20). Os cristãos também precisam estar atentos para a Palavra de Deus, ciente que essa é viva e eficaz e que sonda os corações dos homens (Hb. 4.12,13) e para que, como Israel no Milênio, possamos desfrutar do melhor de Deus (Is. 1.19). O cristão deve levar adiante a mensagem do evangelho de Cristo, começando de casa com os seus filhos (v. 8), pois a Palavra de Deus é a maior herança que um pai pode deixar aos seus filhos.

2. SALOMÃO, O SUCESSOR DE DAVI
Apesar de suas falhas, Davi deixou para a Salomão, seu filho, um grande legado espiritual. O rei de Israel costumava buscar a orientação divina diante das decisões a serem tomadas (I Sm. 23.2; 30.8; II Sm. 2.1). Tomando o exemplo do pai, Salomão, após assumir o trono de Israel, ora ao Senhor, reconhecendo a benevolência de Deus (I Rs. 3.6), agradecendo ao senhor por Sua bondade. Em seguida demonstra humildade, assumindo que diante do Grande Deus de Israel o rei não passava de uma criança (I Rs. 3.7). Por fim, demonstrou disposição para a justiça e para o altruísmo ao pedir a Deus que lhe desse um coração sábio para julgar e discernir entre o bem e o mal (I Rs. 3.9). Salomão conduziu Israel com tamanha sabedoria que sua fama se espalhou pelas nações vizinhas. A rainha de Sabá quis testificar pessoalmente a respeito de tudo que havia ouvido a seu respeito (I Rs. 10.1-13). Enquanto andou nos caminhos do Senhor, Salomão desfrutou da benção da prosperidade. Além de reger a nação com bom senso, tornou-se um pesquisador profícuo e um escritor de reconhecida sabedoria até aos dias atuais. Seguido os passos literários de seu pai, também escreveu seus livros: Cantares (na juventude), Provérbios (na meia-idade) e Eclesiastes (na velhice). Nesse último livro extraímos uma confissão que serve de exemplo para as pessoas de todas as idades a respeito do valor substancial da vida. Assim diz o pregador: “Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau (Ec. 12.13,14). Diferentemente de seu pai Davi, Salomão não teve o mesmo sucesso na escolha de seus sucessos. Após sua morte o reino de Israel dividiu-se e os reis seguintes alternavam-se entre servir ao Senhor e aos deuses pagãos.

3. LÍDERES PREPARAM SUCESSORES
A escolha de sucessores para o ministério é uma missão a ser observada por todo líder que ama a obra do Senhor. Mas essa não é uma tarefa fácil, haja vista que não se trata apenas de apontar uma pessoa, mas de prepará-la, no Senhor, para que essa venha a conduzir o rebanho de Deus com sabedoria. Na Bíblia temos vários exemplos que líderes que fizeram outros líderes, evidentemente debaixo da direção divina. No Novo Testamento Paulo é um modelo de um líder que prepara outros líderes. Paulo preparou, entre outros, o jovem pastor Timóteo para que esse desenvolvesse o ministério (I Tm. 1.18,19; 3.1; 4.12). Mas Timóteo também precisava fazer sua parte: exercitar-se na piedade, dá exemplo aos crentes na maneira de falar, na vida, no amor cristão, na fé e na pureza, evitar ser alvo de críticas, sabendo governar bem sua própria casa, evitar conversas profanas e não se deixar levar por discussões tolas, nem pela maledicência, não repreender um homem mais idoso, mas respeita-lo como pai. No Antigo Testamento Moisés também nos deixou o exemplo de sucessão na liderança. Antes de partir tratou de dar as devidas instruções para que Josué servisse ao Senhor e ao povo de Israel com responsabilidade e sabedoria.

CONCLUSÃO
O líder chamado por Deus deve estar ciente da necessidade de fazer sucessores para a obra de Deus. Para tanto, deve tomar consciência dos talentos e habilidades das pessoas, aceitar as diferenças como parte da constituição das pessoas, auxiliar as pessoas para ajustar suas diferenças, mostrar que tem interesse não apenas pelo que as pessoas fazem, mas pelo que elas são, expressar apreciação pelo trabalho desempenhado, reconhecer que o desenvolvimento das pessoas que o cercam contribuem também para seu crescimento e ajudar as pessoas a desenvolverem os alvos e a tomar decisões.

BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. I e II Samuel: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
SWINDOLL, C. R. Davi. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.

fonte:www.subsidioebd.blogspot.com

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Subsídio da Lição 11 da Escola Dominical (Cpad)

DAVI E A RESTAURAÇÃO DO CULTO A JEOVÁ
Texto Áureo: I Co. 6.29 - Leitura Bíblica em Classe: I Cr. 16.7-14


Objetivo: Mostrar que a essência do verdadeiro culto a Deus é a adoração, portanto, Ele procura adoradores que O adorem em espírito e em verdade.

INTRODUÇÃO
Davi, o homem segundo o coração de Deus, não se apartava da adoração ao Senhor. Basta ler alguns dos salmos para perceber o quanto o coração de Davi esta direcionado para Deus. Como adorador Davi se preocupou em restaurar o culto, a fim de que o Deus de Israel fosse adorado. Na lição de hoje estudaremos a respeito do culto a Deus, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

1. DAVI REESTABELECE O CULTO
Davi não recebeu a permissão do Senhor para construir o templo. Apesar disso, ele não deixou de cultuar e muito menos de dirigir o povo israelita para a adoração ao Senhor. A alegria maior do rei de Israel repousava na certeza de que seus pecados haviam sido perdoados e que sua oferta havia sido aceita por Deus (I Cr. 21.26). Depois disso, o rei recebeu a instrução do Senhor com relação ao local que o templo deveria ser erigido. E, nesse período, conforme defendem alguns estudiosos, Davi teria composto o Salmo 30. Outro Salmo composto por Davi se encontra em I Cr. 16.7-14 por meio do qual o mavioso poeta glorifica os feitos do Deus de Israel. Neste o salmista convoca o povo a render graças ao Senhor, a invocar o Seu santo nome e a proclamar a Sua grandeza entre os povos (v. 8). A tributar louvores ao Seu nome, ressaltando Suas maravilhas (v. 9). A alegrar os corações em cânticos de adoração, buscando o Senhor (v. 10). E para não esquecer dos Seus atos, recomenda lembrar tudo o que Deus proveu ao Seu povo (v. 12). Lembra também que Deus, além de fazer maravilhas (v. 13) também exerce justiça (v. 14). E que por meio da Sua palavra podemos ter certeza que Ele realizará o que prometeu (v. 15) aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó (v. 16). A partir do canto de Davi, aprendemos que o culto deve ser centrado em Deus, não no homem, como, infelizmente, testemunhamos em muitas igrejas evangélicas atuais.

2. O CULTO NO ANTIGO TESTAMENTO
A noção de “cultuar” a Deus no sentido de adoração em submissão obediente é tema recorrente no Antigo Testamento (Gn. 27.29; Ex. 3.12; 10.7; Dt. 10.12; Js. 24.15; I sm. 12.14; Jr. 30.9). O conceito de culto a Deus também está atrelado ao de serviço, essa idéia é preservada no uso da palavra “service” em inglês para culto (Dt. 6.13; Js. 22.5; Sl. 60.12). Em hebraico, o verbo é abad cujo sentido é justamente o de “servir”. A variação abodah também remete a serviço no contexto da adoração ritual associada ao tabernáculo e ao templo (Ex. 35.21/; 36.1; Nm. 3.7; 4.19; Js. 22.27; I Cr. 9.13; 23.24; Ez. 44.14; Ed. 8.20).

3. O CULTO NO NOVO TESTAMENTO
No Novo Testamento existem várias palavras para “culto”. Latreuo é um verbo grego usado para se referir à adoração a Deus (Mt. 4.10; Lc. 1.74; At. 26.7; Rm. 1.9; Fp. 3.3; II Tm. 1.3; Hb. 9.14; 12.28) que envolve também o culto no templo (At. 7.42; Rm. 1.25). Em Rm. 12.1 o termo é usado por Paulo para exortas os leitores da epístola a apresentarem-se como sacrifício a Deus como expressão do cultor racional. Em Jo. 4.24, ao ser indagado pela samaritana em relação ao lugar próprio da adoração, Jesus respondeu-lhe que Deus busca adoradores para si, mas esses não estão presos a um lugar, mas a uma disposição espiritual. Por isso, os adoradores que Deus busca para si o fazem em Espírito e Verdade. A adoração que segue esse princípio cristão está fundamentada na convicção que Deus é Espírito, portanto, aqueles que O adoram não podem associa-lo ao visível e confundi-lo com a criação humana, o que constituiria idolatria. A adoração em verdade leva em conta Jesus Cristo que é a Verdade (Jo. 14.6). O culto a Deus deve levar em consideração a revelação dAquele que se fez carne (Jo. 1.1,14). Como Ele mesmo afirmou, ninguém pode chegar ao Pai a menos que siga por Ele que é o Caminho. O culto cristão, por excelência, precisa ser cristocêntrico.

CONCLUSÃO
O culto a Deus, em conformidade com o princípio bíblico, não está restrito apenas a algumas horas semanais que o cristão passa no templo. Cultuar ao Senhor é um estilo de vida, uma disposição existencial. A adoração, em Espírito e em Verdade, envolve o ser na sua integralidade em todas as circunstâncias. Partindo de tal princípio, os momentos congregacionais no Templo têm o devido espaço na adoração, mas deve ser apenas uma extensão de uma vida totalmente consagrada ao Senhor.

BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. I e II Samuel: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
SWINDOLL, C. R. Davi. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Subsídio da Lição 10 da Escola Dominical (Cpad)

DAVI E O PREÇO DA NEGLIGÊNCIA NA FAMÍLIA
Texto Áureo: I Tm. 3.4 - Leitura Bíblica em Classe: II Sm. 13.2,5,10-12,14,15


Objetivo: Mostrar que não adianta termos êxito em tudo se a nossa família é uma prova do nosso fracasso.

INTRODUÇÃO
Numa sociedade marcada pela competitividade, o sucesso pessoal, na maioria das vezes, é colocado como meta a ser alcançada a qualquer preço. Mas essa não é uma prerrogativa dos dias atuais. Davi, no tempo em que viveu, usufruiu de bom êxito em seus projetos, por outro lado, sua família entrou em decadência. A derrocada da sua família será o tema da lição de hoje. Destacaremos, a princípio, a situação familiar de Davi, em seguida, trataremos a respeito dos problemas familiares que enfrentou, e ao final, apontaremos algumas perspectivas cristãs para a família.

1. A FAMÍLIA DE DAVI
Davi conseguiu ter bom êxito em praticamente tudo o que fez, exceto na edificação da sua família. No capítulo 13 de I Samuel, lemos a respeito do caso de estupro de Tamar, que fora violentada por Amnom. Essa, na verdade, era meia-irmã de Amnom, e irmã total de Absalão. Aquele, a fim de coabitar com sua meia-irmã, finge estar doente, e pede que seja por ela alimentado. Após violentar sua meia-irmã, Amnon, a rejeita e o “amor” que por ela sentia se transformou em ódio (v. 15). O fato de ter sido abusada sexualmente por Amnon encheu o coração de Tamar de tristeza. Absalão, ao perceber o que havia acontecido, resolveu ordenar o assassinato do seu meio-irmão Amnom (v. 24-29). Como Davi havia perdido o controle sobre os seus filhos, haja vista esses terem deixado a capital, não houve outra saída senão prantear prostrado pelo ocorrido. No capítulo 15, Absalão se revolta contra Davi, seu pai. O contexto da Escritura nos revela algum ressentimento desse filho do rei, certamente por causa da falta de atitude em relação ao estupro da sua irmã. As pessoas ressentidas tendem a fazer oposição àquelas que julgam as ter ofendido. Absalão planejou, ao longo de quatro anos (I Sm. 15.7,8), um esquema para usurpar o trono de seu pai, assumindo o controle total da situação (v. 10,11). Errante, por causa da perseguição do filho, Davi perdeu o comando do rei e da própria vida. Mas suas angústias paternas ainda não tinham chegado ao fim. Absalão, após ficar dependurado numa árvore, fique à mercê dos soldados de Davi, foi morto. Ao receber mais essa notícia Davi entra nos seus aposentos para chorar a morte do filho (I Sm. 18.31-33). O lamento reservado do rei revelou sua consciência da falta de direcionamento familiar. O casamento com várias mulheres, os filhos que não se toleravam, resultaram em tragédia para a família de Davi.

2. OS PROBLEMAS FAMILIARES DE DAVI
O Senhor havia dito a Davi, por intermédio do profeta Nata, que por causa do seu pecado, a espada jamais se apartaria da sua casa (II Sm. 12.10-11). Essa profecia se cumpriu cabalmente na família do rei de Israel, demonstração contundente da lei da semeadura (Gl. 6.7-8). É digno de destaque que Deus perdoa os pecados, mas essa não prática não deva ser estimulada. Há inclusive quem peque antecipando a promessa do perdão de I João 1.9. Mas o fato de Deus perdoar os pecados não implica necessariamente que ele reverterá as conseqüências. Os problemas familiares começaram a se acumular na vida de Davi: seu filho Absalão coabitou com as esposas de seu pai (II Sm. 12.11; 16.21-22), ele perde o filho decorrente do relacionamento com Bate-Seba (II Sm. 12.15,18), Amnom estrupra sua irmã Tamar (II Sm. 13.1,2), presenciou o ódio intenso entre os seus filhos (II Sm.13.21,27), é obrigado a conviver com a ameaça do próprio filho (II Sm. 14.28), e dele começa a fugir, abdicando do trono (II Sm. 15.14). A atitude dos filhos de Davi refletem os valores que ele mesmo defendia. Ele se deixou levar pelas paixões carnais, por isso, como seu pai Davi, Amnom entregou-se ao desejo sexual (II Sm. 13.1). Amnom não conseguia olhar para a Tamar com respeito, antes, como fez Davi com Bate-Sabe, a transformou em objeto da sua concupiscência. A cultura daquele tempo, bem como a dos dias atuais, é pautada no sexo fácil, na satisfação imediata, em atitudes irresponsáveis. Os sentimentos do outro não são levados em conta. As pessoas não mais falam em amor, na verdade, dizem que “fazem amor”, e, para tanto, agem egoisticamente, sem medir as conseqüências. Não poucas vezes utilizam as pessoas como se fossem copos descartáveis. Davi também demonstrou ser condescendente com as atitudes erronias dos filhos. Ao invés de tomar posição, o rei não se posicionou em relação ao incesto (Lv. 20.17) de Amnom, acentuando a ira de Absalão. Alguns psicólogos modernos defendem esse tipo de omissão paterna. O resultado dessa conivência, no entanto, já começa a ser percebido na sociedade. Filhos rebeldes que não atentam para a autoridade e que se acham donos do mundo.

3. FAMÍLIA: UMA ABORDAGEM CRISTÃ
A família é a célula mãe da sociedade, assim, se tivermos famílias bem estruturadas, também teremos sociedades solidificadas. A família cristã é aquela que reconhece Deus como o mentor de toda e qualquer decisão. Ele é a cabeça, protetor, guia e instrutor da família, e esta se pauta pela Sua palavra, não pelas tendências humanas. Uma abordagem cristã em relação à família consideração as instruções de Cristo e dos apóstolos. Jesus apelou para a criação como fundamento para a organização monogâmica da família (Mt. 5.27-32; 18.19,20). Deu o devido lugar às crianças, apontando-as como exemplo de simplicidade (Mt. 19.13-15). Alguns milagres do Senhor foram realizados em contextos familiares (Mt. 8.1-15; 9.18-26; 15.21-28; Jô. 2.1-11; 4.46-54; 7.11-17; 11.1-46; 21.6-11). Vários textos dos apóstolos referendam o posicionamento de Jesus quanto ao valor da família. Paulo dedica todo o capítulo 7 da I Epístola aos Coríntios a fim de demarcar o posicionamento cristão na família. Outras passagens podem ser destacadas: II Co. 6.14; Ef. 5.22; Clk. 3.18; I tm. 5.8; I Pe. 3.1-7. Em suma, os textos do Novo Testamento sobre a família resguardam o ato sexual para o casamento, determina o homem como o cabeça da mulher, que as relações devam ser contraídas dentro do convívio cristão, e o marido deve amar a esposa como Cristo amou a igreja, mas a esposa deve ser submissa em amor a esse. Os filhos devem obedecer aos pais para que tenham muitos anos de vida sobre a terra, mas os pais, por outro lado, não deve favorecer à irritação dos filhos.

CONCLUSÃO
Davi teve tudo o que desejou na vida, mas, em certas circunstâncias, colocou seus desejos acima dos interesses da família. Como resultado, precisou conviver com uma série de desavenças familiares. Sua conivência, e talvez falta de autoridade para repreender o pecado dos filhos, levou sua família à destruição. Que Deus preserva nossas famílias, que não sejamos levados pela ganância, que a busca desenfreada pelo sucesso não nos distancie de Deus. De nada adiantar ocupar o trono de Israel e não ser capaz de governar sua própria casa.

BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. I e II Samuel: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
SWINDOLL, C. R. Davi. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Subsídio da Lição 09 da Escola Dominical (Cpad)

A RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL DE DAVI
Texto Áureo: II Sm. 12.13 - Leitura Bíblica em Classe: Sl. 51.1-4; 7-12; 17



Objetivo: Mostrar que o caminho da restauração passa pelo arrependimento e confissão do erro cometido e abandono da prática.

INTRODUÇÃO
Em prosseguimento ao episódio da aula passada, quando Davi é confrontado pelo profeta Natã, estudaremos, na aula de hoje, a respeito do processo de arrependimento e confissão do rei de Israel. A princípio, discutiremos a respeito da resposta imediata de Davi à Palavra de Deus. Em seguida, analisaremos o Salmo 51, no qual Davi expressa seu quebrantamento. Ao final, meditaremos a respeito do papel do arrependimento e da confissão na vida cristã.

1. DAVI RECONHECE SEU PECADO
Davi finalmente se identificou com o enfrentamento profético de Natã (I Sm. 12.5,6). Viu em si mesmo a realidade do pecado, não pode mais se eximir da culpa. Ao invés de encontrar explicações descabidas a fim de preservar sua imagem, Davi se humilhou na presença de Deus. Mesmo sendo rei, Davi confessa a culpa diante do profeta, reconhecendo ser esse o porta-voz de Deus. Tal ato poderia, do ponto de vista político, ser considerado um suicídio. Mesmo assim Davi não estava colocando o trono acima do seu relacionamento com Deus. Confessou seu pecado assumindo que a Palavra de Deus deveria estar acima de sua atuação no reinado. Diante de tal atitude, o profeta complementa: o Senhor te perdoou o teu pecado; não morrerás. Nesse particular observamos uma nítida diferença entre Davi e Saul. Este, ao invés daquele, jamais assumiu seus erros. Essa teria sido uma das causas da sua rejeição pelo Senhor. Uma das expressões marcantes do reconhecimento do pecado de Davi se encontra no Salmo 32. Nesse Salmo o rei transborda de alegria ao saber do perdão de Deus no lugar da culpa, e da restauração da comunhão após a angústia da convicção do pecado. Ao invés da morte Davi desfrutou da vida que o Senhor pode dar a alma ressequida pelo pecado. O perdão do Senhor não o isenta das conseqüências do seu ato, concretizada no vaticínio da morte do seu filho com Bate-Sabe (I Sm. 12.13-15).

2. UM SALMO DE ARREPENDIMENTO
O Salmo 51 fora proferido por Davi por ocasião do reconhecimento do seu pecado. Nesse salmo Davi suplica o perdão e a misericórdia de Deus por causa das suas transgressões. O rei de Israel pede ao Senhor que o lave dos seus pecados e o purifique das suas iniqüidades (v. 2). Ele reconhece, isto é, tem a percepção da gravidade dos seus erros, por isso, roga a Deus que retire o peso do pecado, pois eles estão sempre diante dele, não saem da sua mente (v. 3). Ainda que o pecado de Davi tenha causado males às pessoas, seu pecado, na verdade, foi contra Deus. Ele assume que procedeu com maldade perante Deus, pois ninguém pode escapar da visão do Senhor. Mas nem tudo está perdido, já que Davi pode ser justificado pelo falar de Deus (v. 4). A causa do pecado de Davi está na sua própria constituição. Ele diz que nasceu em pecado e que sua mãe também em pecado o concebeu (v. 5). Davi sabe que Deus ama a verdade que vem do íntimo, sem fingimento, e isso faz com que o rei abra seu coração (Rm. 2.29). A purificação do pecado é efetuada pelo Senhor, que o torna mais alvo do que a neve (v. 7). O pecado, conforme estudamos na lição anterior, acarreta em males físicos. O salmista ora para que o Senhor restitua sua alegria e os ossos que foram esmagados (v. 8). Diante da santidade de Deus e da realidade do pecado humano, Davi suplica ao Senhor que esconda o Seu rosto dos seus pecados (v. 9). Em seguida, implora por um coração purificado e um espírito renovado, isto é, uma nova condição espiritual (v. 10). O rei sequer exige que permaneça no trono, mas que o Senhor não retire dele o Espírito (v. 11). O pecado acarreta tristeza, resulta em angústia, por isso pede que Deus restitua a alegria da salvação (v. 12). E depois que encontrar a alegria, ele ensinará aos transgressores o caminho da justiça de Deus (v. 13). Davi sabe que cometeu um crime ao matar Urias e, por essa razão, pede que seja livre dos crimes de sangue (v. 14). O pecado cala o homem, tira-lhe o regozijo de cantar louvores a Deus. Somente o Senhor pode, através do perdão, colocar um cântico novo na boca do pecador (v. 15). De nada adiantam os sacrifícios rituais, a menos que sejam cumpridos em sincero arrependimento (v. 16). O pecado não pode oferecer algo mais valioso a Deus que um coração quebrantado, sinceramente contrito (v. 17). O rei está preocupado que os seus pecados tragam mazelas ao seu povo (v. 18), então, promete que, ao ser perdoado, não apenas ele, mas todo o povo celebrará a Deus com sacrifícios de justiça (v. 19).

3. A RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL DE DAVI
Os textos de II Sm. 12 e os salmos 32 e 51 revelam como Davi reagiu diante da revelação do seu pecado. Em II Sm. 12.13 está escrito que o rei disse: “pequei contra o Senhor”. Esse é o caminho da restauração espiritual de todo aquele que quer prosseguir nos caminhos do Senhor. Ao ser confrontado pela Palavra de Deus (Hb. 4.12,13), o cristão deve adotar uma atitude de submissão (Rm. 10.17; I Ts. 1.6). O pecado é uma dura realidade e o seu pagamento é a morte espiritual, mas a vida eterna está em Cristo Jesus (Rm. 6.23). O cristão é pecador, ainda que não viva no pecado (I Jo. 1.8; 3.8), mas se houver arrependimento e confessar os seus pecados, encontrará a misericórdia divina (Pv. 28.13). Temos um Advogado perante o Pai, Jesus Cristo, o Justo, portanto, “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (I Jo. 1.8). E tem mais boas notícias: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (I Jo. 2.1,2)..

CONCLUSÃO
O pecado traz conseqüências drásticas às vidas das pessoas. Mas nem tudo está perdido, pois Deus é especialista em transformar tragédias em comédias. Há muitos casos registrados na Bíblia de pecadores que foram perdoados por Deus. Nem tudo está perdido para aqueles que fraquejaram durante a caminhada. Há esperança para os que se arrependem e que buscam ao Senhor com coração sincero, orando as palavras do Salmo 51. Reconhecem, com Davi, que pecaram contra o Senhor e são carentes da Sua misericórdia. Deus não apenas trata o pecador arrependido com graça – dando-lhe o que não merece (perdão) – mas também com misericórdia – deixando de dar-lhe o que merece (condenação). Ao Deus que contempla os arrependidos e perdoa os seus pecados seja a honra e glória pelos séculos dos séculos.

BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. I e II Samuel: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
SWINDOLL, C. R. Davi. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Subsídio da Lição 08 da Escola Dominical (Cpad)

O PECADO DE DAVI E SUAS CONSEQUÊNCIAS
Texto Áureo: II Sm. 11.1 - Leitura Bíblica em Classe: II Sm. 11.2,4,5,14-17


Objetivo: Mostrar que a resposta à tentação para pecar não é ignorá-la ou ser-lhe indiferente, mas invocar as promessas bíblicas pela fé em Cristo.

INTRODUÇÃO
Davi, o homem segundo o coração de Deus, se deixou levar por sua vaidade. E, como todos os homens, a exceção de Cristo, também pecou. Na lição de hoje extrairemos algumas lições a respeito desse triste episódio na vida de Davi. Inicialmente contextualizaremos o seu pecado, mostraremos as condições existenciais para que esse ocorresse. Em seguida trataremos especificamente a respeito do seu pecado e ao final, mostraremos as conseqüências do pecado de Davi a fim de extrairmos lições para a vida cristã.

1. O DESEJO DESENFREADO DE DAVI
O narrador bíblico diz, em II Sm. 11, que Davi estava em Jerusalém. Enquanto isso, seus subordinados se arriscavam na guerra contra os amonitas. Após a refeição, o rei fez sua sesta, e em seguida, caminhou pelo terraço do palácio, perambulando de um lado para outro, em inquietação extrema. Em sua posição estratégica, acima dos demais moradores da cidade, a tudo observava do alto até que seus olhos pairam na direção de uma mulher mui formosa que se banhava. Davi não levava em conta os sentimentos pessoais dela, por isso, numa atitude de abuso sexual, envia seus mensageiros a fim de se relacionar sexualmente com ela. É digno de destaque que o nome de Bate-Seba somente é citado depois dos primeiros versículos desse capítulo, isso porque, para Davi, ela, a princípio, não passava de uma mulher. Mas Bate-Seba, a mulher com a qual Davi se envolveu impulsivamente, engravidou, consequentemente, o rei ficou preocupado. A fim de encontrar uma saída, Davi chamou Urias, o heteu, para coabitar com Bate-Sete, sua esposa, a fim de que a gravidez fosse encoberta. Em respeito ao rei e aos demais guerreiros, Urias se deitou à porta da casa real, decidindo a permanecer com todos os servos de Davi. Diferentemente de Davi, Urias demonstrou fidelidade e não quis usufruir do seu direito para cumprir a satisfação própria. Sua atitude também demonstra solidariedade em relação aos seus colegas soldados. Por fim Davi toma uma decisão extrema, e, para desposar Bate-Seba, planeja a morte de Urias. Muitas vidas são postas em risco para que a vontade egoísta do rei seja levada adiante.

2. O PROFETA REPREENDE O REI DAVI
O rei de Israel deveria submeter-se à palavra profética, por esse motivo, o Senhor enviou Nata, o profeta, para repreender o rei pelo seu pecado. Nata conta-lhe uma história a respeito de dois homens – um rico e um pobre – o primeiro tinha ovelhas e gado em grande número, mas o segundo apenas uma cordeirinha. Para recepcionar um hospede, ao invés de sacrificar uma das suas muitas ovelhas, o homem rico toma a ovelha de estimação do pobre e a prepara para o banquete. A reação de Davi, revoltado pela atitude descabida do homem rico, é imediata e contundente: o homem que cometeu tamanha atrocidade deva ser morto. Interessante que Davi não conseguiu identificar-se naquela história. Uma demonstração da evasão humana diante do pecado. O ser humano prefere apontar seu dedo na direção do outro ao invés de reconhecer seus erros. Uma pesquisa comprovou que uma das frases menos ditas é: “eu errei”. A repreensão profética se fez necessária a fim de que, como diante do espelho, Davi tomasse consciência do seu pecado: Tu és o homem. Esse trecho da Escritura nos revela o poder de desvelamento da Palavra de Deus, sendo essa, conforme está escrito em Hb. 4.12,13: “é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar”. O pecado de Davi não ficaria impune, por isso, uma série de conseqüência adviria das atitudes do rei de Israel. Ninguém pense que o pecado não trará suas mazelas, pois o que homem plantar isso também ceifará (Gl. 6.7).

3. AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO
Não há como conviver amistosamente com o pecado, pois o que o homem plantar isso também ceifará (Gl. 6.7). Essa é uma verdade que pode ser constatada na realidade do pecado de Adão e Eva (Gn. 3.1-6). Algumas vezes, como no caso de Davi, o pecado não apenas atinge o indivíduo pessoalmente, também aqueles que lhe cercam. Uma das conseqüências primárias do pecado, depois de reconhecido, é a tristeza, atingindo o ser humano emocionalmente (Sl. 6.6), ainda que essa tristeza possa conduzir ao arrependimento (II Co. 7.10) Essa porém não é a conseqüência imediata do pecado, antes o distanciamento do Seu Criador (Rm. 3.23). O pecado é uma transgressão dos mandamentos do Senhor que é Santo (I Jo. 3.4; Rm. 4.15). Por esse motivo, quando o pecado ocorre não apenas o pecador se entristece, também entristece o Espírito Santo, que o selou para o dia da redenção (Ef. 4.30). Uma outra conseqüência do pecado não arrependido é o efeito cascata, isto é, um erro pode conduzir a outros sucessivos. O envolvimento sexual de Davi com Bate-Seba o levou a um outro pecado, o assassinato de Urias. O pecado de um determinado indivíduo também pode levar outras pessoas – algumas vezes que nada têm a ver com o caso – ao sofrimento. Urias padeceu por causa do pecado de Davi, demonstrando, assim, a implicação social do pecado humano. Por fim, mas não por último, o pecado tem implicações psicossomáticas, ou seja, a menos que haja arrependimento e confissão, males sobrevirão ao corpo, por isso Paulo advertiu os crentes de Corinto que entre eles havia “muitos fracos e doentes e muitos que dormem” (I Co. 11.30).

CONCLUSÃO
O pecado do cristão precisa ser confessado e abandonado (Tg. 5.16). Como Davi, é preciso reconhecer os pecados pessoais perante Deus (Sl. 41.1). A Palavra de Deus diz que os que confessam seus pecados e os deixam alcançarão misericórdia (Pv. 28.13). Aqueles que assim o fazem desfrutarão da bem-aventurança do Sl. 32.1-2, pois o Senhor não atribui iniqüidade. Caso contrário, os ossos envelhecerão, a alma passará por gemidos, e a mão do Senhor pesará (Sl. 32.3,4).

BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. I e II Samuel: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
SWINDOLL, C. R. Davi. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Subsídio da Lição 07 da Escola Dominical (Cpad)

A EXPANSÃO DO REINO DAVÍDICO
Texto Áureo: II Sm. 3.9,10 - Leitura Bíblica em Classe: II Sm. 5.6-10


Objetivo: Destacar a potencialidade e a expansão do reinado de Davi, bem como os perigos decorrentes da prosperidade material.

INTRODUÇÃO
Após ser entronizado como rei de Israel, Davi estende as fronteiras do território, resultando numa expansão expressiva. Na aula de hoje estudaremos a respeito desse crescimento, com destaque para a conquista de Jerusalém, a sede do reino. Em seguida, refletiremos a respeito do alcance desse reino bem como os perigos dele decorrente para Davi e o povo de Deus.

1. A CONQUISTA DE JERUSALÉM
A conquista de Jerusalém aconteceu provavelmente após a vitória sobre os filisteus. O domínio de Jerusalém constituiu-se num marco histórico para todo o povo hebreu. A providência divina nessa vitória é evidenciada no fato de Davi disponibilizar um exército pequeno para a batalha. Já que os jebuseus – habitantes daquela região – eram considerados imbatíveis. A descrição da cidade mostra a dificuldade para sua conquista: o norte – com uma encosta a oeste – na direção do vale do Tiropeom e o Cedorom, um muro de pedras rústicas e pesadas isolava a cidade, e de cima, os jebuseus podiam atirar pedras sobre os inimigos, o que tornava qualquer vitória sobre ela improvável. Mesmo assim Davi se apossou da fortaleza de Sião, sob as condições mais adversas. Após a conquista, os guerreiros de Davi entraram na cidade paulatinamente e subjugaram os jebuseus. Aquela cidade, situada em ponto estratégico, tornou-se a cidade de Davi. Ao decidir por aquela cidade, Davi tomou a sábia decisão de se colocar numa região neutra em relação às tribos de Israel. Esse feito possibilitou a unidade nacional representada simbolicamente pela capital, centro das atenções do povo. Logo depois da ocupação da cidade, Davi tratou se investir em sua infra-estrutura a fim de torná-la favorável à habitação do rei.

2. A EXPANSÃO DO REINO DAVÍDICO
A conquista de Jerusalém resultou na ampla expansão do reino de Israel. Ainda que, logo a principio, os filisteus investiram contra Davi, a fim de matá-lo, mas não obtiveram êxito, pois o Senhor era com ele (II Sm. 5.10,25). Os povos vizinhos de Israel reconheciam a atuação de Deus no reinado de Davi, os mensageiros do rei de Tiro, Hirão, é um exemplo (II Sm. 5.11). Por essa época a Arca da Aliança fora trazida para Jerusalém e ali permaneceu em uma tenda provisória até a construção do Templo no reinado de Salomão, o filho de Davi (I Rs. 8.1-9). A presença da Arca em Jerusalém, na sede do reinado, demarcava a importância do culto a Deus. Por essa razão, Davi e os filhos de Israel celebraram ao Senhor por ocasião da chegada da Arca (II Sm. 6.5). Essa atitude de Davi revela a importância que o rei atribuía a Deus. Nos dias atuais, no contexto materialista no qual estamos inseridos, predomina a ganância. São poucos os que ainda têm algum temor a Deus. Ao invés de tributarem em agradecimento a Deus pela expansão, os governantes ostentam a glória própria, pois como Herodes, não dão a devida glória a Deus (At. 12.23). Alguns outros, até dizem acreditar que Deus existe, mas vivem como se Ele não existisse, trata-se de uma crença meramente intelectual, destituída de obediência (Rm. 2.1-7). A expansão, seja ela coletiva ou individual, implica em grande responsabilidade. Aqueles que têm em abundância não devem olhar apenas para si mesmos, antes precisam se voltar para os outros, principalmente para os mais necessitados (I Jo. 3.17). Principalmente na cultura brasileira, já que as pesquisas comprovam que a prosperidade material, neste país, não redunda em dividendos sociais, diferentemente de alguns outros paises em que os ricos têm vergonha do acumulo exagerado de bens, por esse motivo, tratam de investir no reino de Deus e nas obras sociais.

3. OS PERIGOS DA EXPANSÃO
Fala-se muito em prosperidade nos dias atuais. Muitas igrejas fizeram da expansão e da riqueza o moto de suas mensagens. Mas a busca desenfreada pelo sucesso, fama e riqueza não garantem genuína espiritualidade. Uma igreja – ou pessoa – financeiramente próspera não necessariamente é espiritual. O Senhor Jesus repreendeu a igreja de Laodicéia pela prosperidade destituída de espiritualidade (Ap. 3.14-22). Os momentos de expansão foram sempre os mais perigosos na história de Israel e da Igreja. A romanização da igreja é um exemplo que não deve ser seguido. A fim de ganhar território e expandir suas fronteiras a igreja fez concessões que puseram em risco sua integridade. A biografia de Davi revela essa verdade, pois mesmo sendo um grande rei, juiz e general, não esteve imune às tentações que envolvem o sucesso. Há um sábio provérbio que diz: “o poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente”. Na mesma medida em que Davi expandia as fronteiras de Israel - também cometia os maiores deslizes espirituais. Acumulou várias esposas e com cada uma delas teve filhos que se digladiavam na ânsia pelo poder e luxúria (II Sm. 3.2; 13.1-4). Dentro de casa Davi não conseguia ser um bom pai, pois não contrariava os filhos, de modo que esses se voltaram contra ele (II Sm. 15.13,14; I Rs. 1.5-6). A expansão levou Davi à monotonia e às práticas de lazer que o conduziram aos desejos descontrolados (II Sm. 11.2-17).

CONCLUSÃO
A coroação de Davi possibilitou uma expansão sem precedentes na história do povo de Israel: de 24.000 para 240.000 Km². A conquista de Jerusalém foi o marco inicial do período áureo do reino davídico. Os cristãos esperam pela manifestação da Jerusalém espiritual, que virá de cima, em estado eterno (Gl. 4.25,26; Ap. 21.1,2). A expansão, o crescimento e a prosperidade no tempo presente não devem anular a esperança do que está por vir, pois “como está escrito: as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (I Co. 2.9).

BIBLIOGRAFIA
BALDWIN, J. G. I e II Samuel: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2008.
SWINDOLL, C. R. Davi. São Paulo: Mundo Cristão, 2009.
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