sexta-feira, 10 de junho de 2011

Subídio de lição 11 da EBD (Pentecostalismo)

UMA IGREJA AUTENTICAMENTE PENTECOSTAL
Texto Áureo: Mt. 28.19 – Leitura Bíblica: Mc. 16.15; At. 2.42-47


Objetivo: Mostrar aos alunos que uma igreja autenticamente pentecostal proclama que Jesus salva, cura, batiza no Espírito Santo e voltará em breve.

INTRODUÇÃO
Ao longo da sua história, a Assembléia de Deus assumiu o quadrilátero pentecostal, isto é: Jesus salva, cura, batiza no Espírito Santo e voltará em breve. Essa mensagem cristocêntrica precisa continuar sendo o fundamento da expressão genuinamente pentecostal. Na aula de hoje, atentaremos para cada um desses quatro aspectos doutrinários, ressaltando a necessidade de considerá-los continuamente nos dias atuais.

1. JESUS SALVA
Jesus é o Salvador, essa é uma mensagem que a igreja não pode fazer concessão. Por causa do pecado, a humanidade caminha para a perdição, distanciada de Deus (Rm. 3.23), já que o salário do pecado é a morte (Rm. 6.23). Nada há que possa ser feito em termos humanos para que se obtenha a salvação, as obras não podem justificar o ser humano diante de Deus (Ef. 2.8,9), depois da morte segue-se a juízo (Hb. 9.27). A salvação é uma provisão divina, pela graça, por meio da fé, não vem das obras para que ninguém se glorie. A religião humana, ao invés de prover salvação, distancia as pessoas de Deus, haja vista sua tendência para considerar os méritos como condição para a salvação. Jesus é o Único Caminho que leva o ser humano para Deus (Jo. 14.6). Em nenhum outro nome há salvação, seja no céu ou na terra, a não ser no nome de Jesus Cristo (At. 4.12). Ele é o Único Mediador entre Deus e os homens (I Tm. 2.5). A salvação é um projeto de Deus, a fim de que todo aquele que crer em Jesus não pereça, não seja condenado, mas tenha a vida eterna (Jo. 3.16). para tanto, a condição é acreditar, ter fé, pois com a boca se confessa a respeito da salvação (Rm. 10.9,10). Uma igreja autenticamente pentecostal proclama a mensagem da salvação, é uma igreja eminentemente missionária, que, no poder do Espírito Santo, testemunha com ousadia a respeito da mensagem da cruz, loucura para os que perecem, mas para nós que somos salvos, o poder de Deus (I Co. 1.18).

2. JESUS CURA
Uma igreja autenticamente pentecostal acredita no poder de Deus para curar. Não desprezamos a atuação dos médicos, já que o próprio Jesus destacou que são os doentes que deles precisam (Mt. 9.12). Mas acreditamos que Jesus pode, soberanamente, curar os enfermos, o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele e sobre as Suas pisaduras somos sarados (Is. 53.4,5). O Jesus que curou nos tempos dos Evangelhos é o mesmo: ontem, hoje e o será eternamente (Hb. 13.9). Ele tem todo poder e autoridade, por isso, os enfermos podem se achegar até Ele, clamando por cura, os mensageiros da boa nova de Deus também podem e devem orar para que os doentes recebam a cura (Mc. 16.18). Os apóstolos foram instrumentos de Cristo para a realização de curas milagrosas, por meio da autoridade de Jesus, e sob o poder do Espírito Santo, pessoas enfermas foram restauradas, um exemplo se encontra em At. 4. A mensagem da cura divina e a disposição ministerial para orar pelos enfermos sempre foi uma marca das igrejas pentecostais. Toda igreja que se diga autenticamente pentecostal não pode desprezar essa missão. Evidentemente nem todos serão curados, mas não compete à igreja especular a respeito das razões pelas quais alguém deixa de receber o milagre. Orar pelos enfermos, clamando em submissão a Deus, no nome de Jesus, é uma observância necessária a toda igreja autenticamente pentecostal.

3. JESUS BATIZA NO ESPÍRITO SANTO
Jesus é Aquele a respeito do qual João Batista profetizou, dizendo que viria um após ele que batizaria com o Espírito Santo (Mt. 3.11). O batismo no Espírito Santo é uma das doutrinas fundamentais da fé pentecostal. A orientação de Jesus é que seus seguidores fizessem discípulos (Mt. 28.19) em todas as etnias (Mc. 16.15). Para tanto, deveriam aguardar em Jerusalém, até que do alto fossem revestidos de poder (Lc. 24.49). Antes de subir ao céu, Jesus declarou aos seus discípulos que eles receberiam o poder do Espírito Santo para que fossem testemunhas, não apenas em Jerusalém, mas em toda Judéia, Samaria e até os confins da terra. O objetivo central do Batismo no Espírito Santo é a evangelização, o desenvolvimento da obra missionária. A evidência física inicial do Batismo no Espírito, conforme aconteceu em At. 2, é a glossolalia, isto é, o ato de falar em línguas. A experiência do Batismo no Espírito Santo deva ser diferenciada do novo nascimento. Essa última ocorre no momento em que a pessoa recebe a Cristo como salvador e passa a fazer parte do Corpo de Cristo. A primeira é uma operação subseqüente, resultante de uma disposição para testemunhar com ousadia a respeito da mensagem salvadora de Jesus Cristo (At. 1.8). Toda igreja autenticamente pentecostal instrui seus membros a buscarem o batismo no Espírito Santo, a serem missionários da mensagem de salvação.

4. JESUS VOLTARÁ
Essa é a esperança da igreja de Jesus Cristo, já que Ele mesmo prometeu que voltaria para levar a Sua igreja para permanecer junto dEle (Jo. 14.1). A igreja cristã não pode perder essa mensagem de vista, pois essa é sua maior expectação, a redenção do corpo, o momento em que o que é corruptível se revestirá da incorruptibilidade, que a morte será tragada na vitória (I Co. 15). O apóstolo Paulo escreveu a I Epístola aos Tessalonicenses para tratar a respeito desse assunto. Ele ensina que um dia a trombeta soará, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, os vivos serão transformados, essa é uma mensagem consoladora, pois tira o foco do desespero da morte, comum naqueles dias e também nos dias atuais (I Ts. 4.13-17). Toda igreja autenticamente pentecostal não vive sob a égide do desespero, os crentes não temem a morte, sabem que essa é apenas uma partida para estar com Cristo, o que é consideravelmente melhor (Fp.1.24). Essa esperança não deva ser motivo para a inércia, antes um estímulo para que quando Ele voltar sejamos encontrados na labuta, desenvolvendo os talentos que Ele nos confiou. Os crentes pentecostais precisam buscar mais as coisas do alto (Cl. 3.1), valorizarem menos os bens terrenos, entesourarem mais no céu, onde o ladrão não rouba e a traça não corrói (Mt. 6.20). Uma igreja autenticamente pentecostal não marca datas para a volta de Cristo, pois sabe que a qualquer momento a trombeta soará, por esse motivo, enquanto O aguarda, leva adiante a mensagem do reino de Deus (At. 1.11).

CONCLUSÃO
A mensagem quadrangular, de que Cristo salva, cura, batiza no Espírito Santo e voltará para arrebatar a Sua igreja, deva continuar sendo o mote da Assembléia de Deus. Se quisermos ser uma igreja autenticamente pentecostal, não devemos barganhar em relação a esses princípios. Somente Jesus salva o pecador, Ele continua o mesmo, por isso pode curar, de acordo com Sua soberana vontade, e, por fim, voltará para levar a Sua igreja para junto dEle, seja por meio do arrebatamento ou da ressurreição dos mortos.

BIBLIOGRAFIA
ANDRADE, C. C. de. As verdades centrais da fé cristã. Rio de Janeiro. CPAD, 2006.
HORTON, S. M. Teologia sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

Subídio de lição 11 da EBD (Pentecostalismo)

UMA IGREJA AUTENTICAMENTE PENTECOSTAL
Texto Áureo: Mt. 28.19 – Leitura Bíblica: Mc. 16.15; At. 2.42-47

Pb. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD

Objetivo: Mostrar aos alunos que uma igreja autenticamente pentecostal proclama que Jesus salva, cura, batiza no Espírito Santo e voltará em breve.

INTRODUÇÃO
Ao longo da sua história, a Assembléia de Deus assumiu o quadrilátero pentecostal, isto é: Jesus salva, cura, batiza no Espírito Santo e voltará em breve. Essa mensagem cristocêntrica precisa continuar sendo o fundamento da expressão genuinamente pentecostal. Na aula de hoje, atentaremos para cada um desses quatro aspectos doutrinários, ressaltando a necessidade de considerá-los continuamente nos dias atuais.

1. JESUS SALVA
Jesus é o Salvador, essa é uma mensagem que a igreja não pode fazer concessão. Por causa do pecado, a humanidade caminha para a perdição, distanciada de Deus (Rm. 3.23), já que o salário do pecado é a morte (Rm. 6.23). Nada há que possa ser feito em termos humanos para que se obtenha a salvação, as obras não podem justificar o ser humano diante de Deus (Ef. 2.8,9), depois da morte segue-se a juízo (Hb. 9.27). A salvação é uma provisão divina, pela graça, por meio da fé, não vem das obras para que ninguém se glorie. A religião humana, ao invés de prover salvação, distancia as pessoas de Deus, haja vista sua tendência para considerar os méritos como condição para a salvação. Jesus é o Único Caminho que leva o ser humano para Deus (Jo. 14.6). Em nenhum outro nome há salvação, seja no céu ou na terra, a não ser no nome de Jesus Cristo (At. 4.12). Ele é o Único Mediador entre Deus e os homens (I Tm. 2.5). A salvação é um projeto de Deus, a fim de que todo aquele que crer em Jesus não pereça, não seja condenado, mas tenha a vida eterna (Jo. 3.16). para tanto, a condição é acreditar, ter fé, pois com a boca se confessa a respeito da salvação (Rm. 10.9,10). Uma igreja autenticamente pentecostal proclama a mensagem da salvação, é uma igreja eminentemente missionária, que, no poder do Espírito Santo, testemunha com ousadia a respeito da mensagem da cruz, loucura para os que perecem, mas para nós que somos salvos, o poder de Deus (I Co. 1.18).

2. JESUS CURA
Uma igreja autenticamente pentecostal acredita no poder de Deus para curar. Não desprezamos a atuação dos médicos, já que o próprio Jesus destacou que são os doentes que deles precisam (Mt. 9.12). Mas acreditamos que Jesus pode, soberanamente, curar os enfermos, o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele e sobre as Suas pisaduras somos sarados (Is. 53.4,5). O Jesus que curou nos tempos dos Evangelhos é o mesmo: ontem, hoje e o será eternamente (Hb. 13.9). Ele tem todo poder e autoridade, por isso, os enfermos podem se achegar até Ele, clamando por cura, os mensageiros da boa nova de Deus também podem e devem orar para que os doentes recebam a cura (Mc. 16.18). Os apóstolos foram instrumentos de Cristo para a realização de curas milagrosas, por meio da autoridade de Jesus, e sob o poder do Espírito Santo, pessoas enfermas foram restauradas, um exemplo se encontra em At. 4. A mensagem da cura divina e a disposição ministerial para orar pelos enfermos sempre foi uma marca das igrejas pentecostais. Toda igreja que se diga autenticamente pentecostal não pode desprezar essa missão. Evidentemente nem todos serão curados, mas não compete à igreja especular a respeito das razões pelas quais alguém deixa de receber o milagre. Orar pelos enfermos, clamando em submissão a Deus, no nome de Jesus, é uma observância necessária a toda igreja autenticamente pentecostal.

3. JESUS BATIZA NO ESPÍRITO SANTO
Jesus é Aquele a respeito do qual João Batista profetizou, dizendo que viria um após ele que batizaria com o Espírito Santo (Mt. 3.11). O batismo no Espírito Santo é uma das doutrinas fundamentais da fé pentecostal. A orientação de Jesus é que seus seguidores fizessem discípulos (Mt. 28.19) em todas as etnias (Mc. 16.15). Para tanto, deveriam aguardar em Jerusalém, até que do alto fossem revestidos de poder (Lc. 24.49). Antes de subir ao céu, Jesus declarou aos seus discípulos que eles receberiam o poder do Espírito Santo para que fossem testemunhas, não apenas em Jerusalém, mas em toda Judéia, Samaria e até os confins da terra. O objetivo central do Batismo no Espírito Santo é a evangelização, o desenvolvimento da obra missionária. A evidência física inicial do Batismo no Espírito, conforme aconteceu em At. 2, é a glossolalia, isto é, o ato de falar em línguas. A experiência do Batismo no Espírito Santo deva ser diferenciada do novo nascimento. Essa última ocorre no momento em que a pessoa recebe a Cristo como salvador e passa a fazer parte do Corpo de Cristo. A primeira é uma operação subseqüente, resultante de uma disposição para testemunhar com ousadia a respeito da mensagem salvadora de Jesus Cristo (At. 1.8). Toda igreja autenticamente pentecostal instrui seus membros a buscarem o batismo no Espírito Santo, a serem missionários da mensagem de salvação.

4. JESUS VOLTARÁ
Essa é a esperança da igreja de Jesus Cristo, já que Ele mesmo prometeu que voltaria para levar a Sua igreja para permanecer junto dEle (Jo. 14.1). A igreja cristã não pode perder essa mensagem de vista, pois essa é sua maior expectação, a redenção do corpo, o momento em que o que é corruptível se revestirá da incorruptibilidade, que a morte será tragada na vitória (I Co. 15). O apóstolo Paulo escreveu a I Epístola aos Tessalonicenses para tratar a respeito desse assunto. Ele ensina que um dia a trombeta soará, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, os vivos serão transformados, essa é uma mensagem consoladora, pois tira o foco do desespero da morte, comum naqueles dias e também nos dias atuais (I Ts. 4.13-17). Toda igreja autenticamente pentecostal não vive sob a égide do desespero, os crentes não temem a morte, sabem que essa é apenas uma partida para estar com Cristo, o que é consideravelmente melhor (Fp.1.24). Essa esperança não deva ser motivo para a inércia, antes um estímulo para que quando Ele voltar sejamos encontrados na labuta, desenvolvendo os talentos que Ele nos confiou. Os crentes pentecostais precisam buscar mais as coisas do alto (Cl. 3.1), valorizarem menos os bens terrenos, entesourarem mais no céu, onde o ladrão não rouba e a traça não corrói (Mt. 6.20). Uma igreja autenticamente pentecostal não marca datas para a volta de Cristo, pois sabe que a qualquer momento a trombeta soará, por esse motivo, enquanto O aguarda, leva adiante a mensagem do reino de Deus (At. 1.11).

CONCLUSÃO
A mensagem quadrangular, de que Cristo salva, cura, batiza no Espírito Santo e voltará para arrebatar a Sua igreja, deva continuar sendo o mote da Assembléia de Deus. Se quisermos ser uma igreja autenticamente pentecostal, não devemos barganhar em relação a esses princípios. Somente Jesus salva o pecador, Ele continua o mesmo, por isso pode curar, de acordo com Sua soberana vontade, e, por fim, voltará para levar a Sua igreja para junto dEle, seja por meio do arrebatamento ou da ressurreição dos mortos.

BIBLIOGRAFIA
ANDRADE, C. C. de. As verdades centrais da fé cristã. Rio de Janeiro. CPAD, 2006.
HORTON, S. M. Teologia sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

sábado, 4 de junho de 2011

Subídio de lição 10 da EBD (Pentecostalismo)

ASSEMBLÉIA DE DEUS: 100 ANOS DE PENTECOSTES
Texto Áureo: Mt. 3.11 – Leitura Bíblica: At.2.1-4;4,7.



INTRODUÇÃO
100 Anos de Pentecostes, neste mês, a Assembléia de Deus no Brasil, alcança essa marca histórica. Na aula de hoje estudaremos a respeito da trajetória dessa igreja que, pelo poder do Espírito Santo, foi constituída a maior denominação evangélica do país. Inicialmente, destacaremos os seus primórdios, em seguida, o avanço significativo nas décadas seguintes, e por fim, seu desenvolvimento nos dias atuais.

1. OS PRIMÓRDIOS DA ASSEMBLÉIA DE DEUS
Em 1910, em plena efervescência do movimento pentecostal na cidade de Chicago, um jovem pastor batista sueco, chamado Gunnar Vingren, atraído pelo poder do Espírito Santo, se dirigiu àquela cidade a fim de atestar a veracidade dos fatos noticiados pela imprensa. Em 1909, após ter concluído o Seminário Teológico de Chicago, pastoreou a Primeira Igreja Batista de Menominee, em Michigan. Em uma das reuniões pentecostais, uma irmã profetizou para o jovem pastor que ele somente seria enviado para a obra missionária depois de ter sido batizado no Espírito Santo. Após ter recebido o poder do alto, Vingren retornou à sua Igreja e passou a ensinar a mensagem pentecostal, mas alguns irmãos da congregação não aceitaram aquela doutrina, recusando-o como pastor. Dias depois, em uma reunião de oração, o Espírito Santo falou-lhe através do irmão Adolfo Uldin que deveria ir ao Pará. Naquela ocasião Vingren encontrou Daniel Berg e juntos foram a uma biblioteca para consultar mapas e verificaram que o lugar profetizado localizava-se no Norte do Brasil. Antes de viajarem, Vingren, que dispunha de apenas 90 dólares, doou aquela quantia para um jornal pentecostal e partiu confiante em Deus. Em Nova Iorque, encontraram um irmão que se dirigia ao correio com uma carta, contendo justamente 90 dólares, e entregou o envelope ao irmão Vingren, comovidos eles agradeceram ao Senhor pela providência. Eles compreenderam que o Senhor estava com eles, e nessa fé, partiram de Nova Iorque em 5 de novembro de 1910, chegando ao Brasil no dia 19 do mesmo mês. Em Belém, foram direcionados a um pastor batista, que os recebeu e permitiu que eles fixassem residência no porão do templo. Daniel Berg começou a trabalhar para pagar as aulas de português de Gunnar Vingren, e este, ensinava a Daniel o que aprendia. Tão logo os missionários começaram a pregar a fé pentecostal, Jesus começou a batizar no Espírito Santo, a primeira irmã a recebê-lo foi Celina Albuquerque, outros crentes também passaram a defender a doutrina, incomodando a liderança da Igreja Batista de Belém. Após serem expulsos daquela igreja, fundaram, em 18 de junho de 1911, a Missão da Fé Apostólica, que viria a se chamar, em 1918, Assembléia de Deus.

2. O CRESCIMENTO DA ASSEMBLÉIA DE DEUS
A expansão da Assembléia de Deus se deu do Norte para o Nordeste e em pouco tempo alcançou o sul e o sudeste do pais. Isso porque os imigrantes nordestinos haviam deixado sua terra, devido à seca, e seguiram em direção ao Norte, em busca de melhorias de vida, impulsionados pela cultura da borracha, que posteriormente entraria em crise. Muitos desses nordestinos não conseguiram o bem-estar financeiro que almejavam, mas foram tocados pela mensagem do evangelho de Cristo e pelo poder do Espírito Santo, e retornando aos seus estados, difundiram-na nos rincões por onde passavam. Em fevereiro de 1910, Absalão Piano é consagrado pastor, se tornando, assim, o primeiro pastor brasileiro das Assembléias de Deus. Mais missionários vieram para o Brasil, em 1914 Otto e Adina Nelson, procedentes da Suécia. Em 1916, chegaram a Belém do Pará, o pastor Samuel Nyström e sua esposa Lina, vindos da Suécia, via Estados Unidos. Em 16 de outubro de 1917, Gunnar Vingren casou-se com Frida Strandberg, cumprindo-se a profecia do irmão Adolfo Uldin, de que ele se casaria com uma jovem com esse nome. Frida Vingren foi um baluarte da fé pentecostal no Brasil, em virtude das doenças do marido, essa obreira incansável empreendeu todos os esforços para a edificação da igreja. Além de compor belos hinos que fazem parte da Harpa Cristã, tinha considerável formação bíblico-teológica, escrevendo artigos para os periódicos pentecostais e lições para o ensino dominical na igreja. A Assembléia de Deus, por aquele tempo, era um movimento menos institucionalizado, isso porque o pentecostalismo sempre foi marginalizado. Na Suécia, as igrejas estatais não admitiam aquele tipo de doutrina, por isso, a tendência dos missionários era adotar no Brasil o sistema de igreja livres, semelhantes àquelas existentes no país deles. A institucionalização da igreja consolidou-se em 1930, quando, em Natal (RN), aconteceu a Primeira Convenção da Assembléia de Deus, cujo objetivo central foi o recebimento dos brasileiros, mas especificamente dos nordestinos, da liderança da igreja, até então conduzida pelos missionários suecos. Dentre os pontos discutidos nessa convenção estavam: a observância dos usos e costumes, a questão da ordenação feminina e a oposição aos seminários teológicos. Esses assuntos estavam em evidência por causa da influência que a Assembléia de Deus dos Estados Unidos, que se mostrava bastante flexível em relação a esses posicionamentos. Ao longo da sua história, a Assembléia de Deus no Brasil, tem se demonstrado mais aberta em relação a alguns desses princípios. A existência da Faculdade da Assembléia de Deus – FAECAD – é uma demonstração de ruptura e de ênfase no ensino bíblico-teológico, bem como a difusão do evangelho através de um programa de TV: Movimento Pentecostal, já que outrora era proibido que os crentes ouvissem rádio e vissem televisão.

3. A ASSEMBLÉIA DE DEUS NOS DIAS ATUAIS
Nesses últimos anos a Assembléia de Deus no Brasil experimentou um avanço extraordinário. Estima-se que atualmente existam mais de 20 milhões de fiéis espalhados por todo o Brasil, representado aproximadamente 40% dos evangélicos, mais de 30 mil pastores, mais de seis mil igrejas-sede, mais de dois mil missionários, milhares de obreiros e mais de 100 mil cultos nos mais de cinco mil municípios brasileiros. Essa expansão possibilitou uma série de vantagens, principalmente no contexto social. A Assembléia de Deus deixou de ser um movimento evangélico marginalizado e passou a gozar de prestígio perante a sociedade, principalmente entre os políticos que querem angariar votos entre os fiéis. A própria igreja, que outrora se posicionava contra o envolvimento dos cristãos na política, passou a investir nessa área, elegendo, a cada pleito, um número representativo de evangélicos, inclusive pastores, para o executivo e o legislativo. Os primeiros crentes eram pessoas simples que não gozavam de condição financeira favorável e tinham pouca instrução estudantil. Esse quadro atualmente é diferenciado, pois existem pessoas hoje na Assembléia de Deus com considerável saber acadêmico, além de empresários bem-sucedidos, considerando que a Associação dos Homens de Negócio do Evangelho Pleno – ADHONEP é uma idealização dessa denominação. A Convenção Geral das Assembléias de Deus (CGADB), criada inicialmente em 1930, foi registrada em 1946, pelo missionário Samuel Nyström e o Pr. Cícero Canuto. Esse órgão assembleiano surgiu com o objetivo de estabelecer um espaço de discussão e direcionar o crescimento da denominação. Em 1989 ocorreu a primeira dissidência na CGADB quando surgiu a Convenção Nacional de Ministros da Assembléia de Deus Madureira. O atual presidente da CGADB é o Pr. José Wellington Bezerra da Costa, que tem dirigido essa convenção desde 1988, após a morte do Pr. Alcebíades Pereira de Vasconcelos. Ligada à CGADB está a Casa Publicadora das Assembléias de Deus (CPAD), que tem experimentado um crescimento considerável nesses últimos anos, publicando Bíblias, periódicos e obras clássicas da teologia evangélica, sendo gerenciada por Ronaldo Rodrigues. Uma das suas principais publicações é a Bíblia de Estudo Pentecostal, com notas de Donald Stamps e cuja tradução foi supervisionada por um dos expoentes da teologia pentecostal brasileira, o Pr. Antonio Gilberto.

CONCLUSÃO
A Igreja que cresce sempre enfrenta desafios, assim aconteceu com a Igreja em Jerusalém, o mesmo tem ocorrido com a Assembléia de Deus. Há muito para celebrar, podemos dizer como o salmista: “grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres” (Sl. 126.4). No entanto, não podemos desconsiderar os riscos que enfrentamos para os próximos anos, enquanto aguardamos a vinda de Jesus. Dentre eles destacamos: a confusão na relação igreja-estado, a secularização da teologia da prosperidade, o exagero na institucionalização, a formação de novos líderes, o formalismo litúrgico e a política eclesiástica, essa última tem causado fortes disputas internas por cargos eletivos. Esses desafios não tiram o brilho do Centenário, mas nos levam a refletir sobre o futuro da igreja, a ponderar a respeito de onde viemos, onde estamos e aonde iremos, sem esquecer, principalmente, que o Senhor Jesus é o Senhor da Igreja e que o Espírito Santo sopra aonde quer, por isso, precisamos estar atentos para ouvir a Sua voz.

BIBLIOGRAFIA
ALENCAR, G. Assembléias de Deus. São Paulo: Arte Editorial, 2010.
ARAÚJO, I. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

Autor: Pb. José Roberto A. Barbosa
Fonte:http://www.subsidioebd.blogspot.com/

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Subídio de lição 07 da EBD (Pentecostalismo)

OS DONS DE PODER
Texto Áureo: At. 8.6 – Leitura Bíblica: At. 8.5-8; I Co. 12.4-10.



INTRODUÇÃO
Na aula de hoje, estudaremos a respeito dos dons de poder, são eles: fé, curas e maravilhas. Esses dons são fundamentais à ação evangelizadora da igreja, pois, através deles, é possível testemunhar com manifestações milagrosas sobre a morte e ressurreição de Jesus. A princípio, discorreremos sobre o dom da fé, em seguida, os de curar, e por último, o de operação de maravilhas.

1. DOM DA FÉ
O termo “pistis”, em grego, que geralmente é traduzido por fé, tem inúmeros significados, por esse motivo, faz-se necessário ter cautela na interpretação dessa palavra, e principalmente, o contexto no qual se encontra. Isso porque a fé, nas Escrituras, pode ser salvífica, enquanto condição para a salvação (Ef. 2.8,9), aspecto do fruto do Espírito, que tem a ver com fidelidade e confiança (Gl. 5.22) e enquanto dom do Espírito Santo (I Co. 12.9). A fé salvífica é manifestada no ato da conversão, quando o pecador reconhece que não há outro modo de ser salvo senão mediante Cristo. A fé fruto do Espírito é a fidelidade do cristão que, mesmo em meio às perseguições e adversidades, não desiste da caminhada, agradando a Deus em sua confiança irrestrita nEle, e que tem os heróis da fé como modelo (Hb. 11). Essa fidelidade a Deus não decorre do dom, mas da disposição para crer, depois de ouvir continuamente a Palavra de Deus (Rm. 10.17). A fé enquanto dom trata-se de uma manifestação sobrenatural, pelo Espírito Santo, que capacita o crente para a realização de milagres (I Co. 13.2). Esse dom está interligado à cura e à operação de milagres, pois, a partir da fé dada instantaneamente pelo Espírito, diante de determinadas circunstâncias, o cristão pode fazer proezas em Deus, assim como fizeram os apóstolos, em diversas ocasiões registradas em Atos, em cumprimento às palavras de Jesus (Mc. 16.15-18).

2. DONS DE CURAR
No grego, a expressão “dons de curar” se encontra no plural, “iamaton”, ressaltando, assim, a pluralidade dentro desse dom diante das diversas doenças e enfermidades. Isso quer dizer que existem crentes a quem são dados dons específicos para que sejam instrumentalizadas por Deus para curar determinadas doenças e enfermidades. Mas nem todos os membros da igreja recebem os dons de curar (I Co. 12.11,30), mesmo assim, como somente o Espírito Santo sabe a quem o dom foi concedido, compete aos crentes, indistintamente, orarem pelos enfermos, cientes que a cura é proveniente de Deus, que decide, soberanamente, se quer ou não realizá-la. Esse é um dom do Espírito Santo, não do crente, que cumpre a determinação de Jesus, que dotou os discípulos com a mesma autoridade “para curar toda sorte de doenças e enfermidades”. Os que crerem no Seu nome, disse Jesus aos discípulos, “imporão as mãos sobre os enfermos e eles serão curados (Mc. 16.18). Os dons para curar os diversos tipos de doenças e enfermidades é uma capacitação divina sobrenatural para que a igreja atue na restauração física e mental das pessoais (At. 3.6-8; 4.30). A operação dos dons de cura aponta para o futuro, a dimensão escatológica, cuja plenitude se dará na glorificação do corpo, quando, uma vez transformado, não mais passará por corrupção (I Co. 15.53,54). Os dons de curar, por sua vez, devam apontar para a dimensão integral do ser humano, não deva ser um fim em si mesmo, não pode substituir a pregação plena do evangelho de Cristo, que visa a cura da alma, do corpo e do espírito (Is. 53.4,5).

3. DOM DE OPERAÇÃO DE MARAVILHAS
Filipe, conforme escreveu Lucas em At. 8.6, pelo dom da fé, exerceu um ministério poderoso em Samaria. Nesse versículo está registrado que “as multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava”. Os sinais, semeion em grego, acompanhavam a pregação, pois as pessoas ouviam a mensagem. O dom de operação de maravilhas, “energemata dynameon” em grego, possibilita a realização de atos sobrenaturais no poder do Espírito Santo. Os milagres advindos da manifestação desse dom vão além das leis físicas conhecidas naturalmente pelos seres humanos. Basta citar, como exemplo, a atuação de Jesus sobre a natureza, que chamou a atenção dos discípulos, após acalmar a tempestade: “E eles, possuídos de grande temor, diziam uns aos outros: Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?” (Mc. 4.41). A mente finita do ser humano, pautada nas leis que reconhece como naturais, é incapaz de compreender a sobrenaturalidade dos eventos divinos (I Co. 2.14). O Espírito Santo agiu, “pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários, a ponto de levarem aos enfermos lenços e aventais do seu uso pessoal, diante dos quais as enfermidades fugiam das suas vítimas e os espíritos malignos se retiravam” (At. 19.11,12). A manifestação das maravilhas tem consonância com a pregação, “Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura o faz pelas obras da lei, ou pela pregação da fé?” (Gl. 3.5; Ef. 2.9). Sob nenhuma hipótese, as maravilhas podem substituir a mensagem de salvação do evangelho de Cristo, e esse crucificado (Mc. 16.15; I Co. 2.2).

CONCLUSÃO
A igreja de Jesus Cristo é poderosa, não pela influência política e/ou econômica que tem, mas pela atuação do Espírito Santo. Quando os discípulos quiseram saber quando Jesus estabeleceria Seu reino sobre Israel, o Senhor imediatamente respondeu: “Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder” (At. 1.7). Em seguida, determinou um “mas” sobre a Sua igreja, a fim de que essa buscasse o dynamis (poder) do Espírito, a fim de testemunhar com ousadia a Seu respeito. Valorizemos, pois, também neste Centenário, os dons de poder: fé, curas e maravilhas, para que, com autoridade, continuemos prevalecendo contra os portais do inferno (Mt. 16.18).

BIBLIOGRAFIA
HORTON, S. M. A doutrina do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
SOUZA, E. A. de. Nos domínios do Espírito. Rio de Janeiro: CPAD, 1987

Autor: Pb. José Roberto A. Barbosa
Fonte: http://www.subsidioebd.blogspot.com/

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Subsídio da Lição 06 da EBD (Pentecostalismo)

DONS QUE MANIFESTAM A SABEDORIA DE DEUS
Texto Áureo: I Co. 14.12 – Leitura Bíblica: At.16.16-24.

INTRODUÇÃO
Em I Co. 12.8-10, Paulo apresenta os dons espirituais que devam ser manifestados com vistas à edificação do Corpo de Cristo (I Co. 12.7). Esses dons são classificados como: dons que manifestam a sabedoria de Deus (I Co. 12.8-10); dons que manifestam o poder de Deus (I Co. 12.9,10); e dons que manifestam a mensagem de Deus (I Co. 12.10). Na aula de hoje trataremos a respeito dos dons que manifestam a sabedoria de Deus: palavra da sabedoria, palavra da ciência e discernimento de espíritos.

1. DOM DE PALAVRA DE SABEDORIA
A sabedoria deva ser um interesse para o cristão, por isso, “se algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e nada lhes improspera; e ser-lhe-á concedida” (Tg. 1.5). Não podemos, no entanto, esquecer que “o princípio da sabedoria é: adquire a sabedoria, sim, com tudo o que possues adquire o entendimento”. Existem diferentes tipos de sabedoria, nem todas procedem de Deus, pois “se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade. Esta não é a sabedoria, que desce lá do alto; antes é terrena, animal e diabólica. Pois onde há inveja e sentimento faccioso, aí há confusão e toda espécie de coisas ruins”. O dom da palavra da sabedoria procede do Espírito Santo de Deus, buscando a edificação da igreja, por isso ela é manifestada diante de uma situação na qual os membros da igreja precisam responder. Diante das decisões da igreja, por meio da palavra da sabedoria, é possível expressar soluções, tal como a de At. 6.3, a respeito da escolha dos diáconos. A sabedoria espiritual é um dom que precisa ser buscado pela igreja, a fim de que possamos nos tornais mais sábios nas tomadas de decisões. Na medida em que dependermos mais da sabedoria que vem alto, dada pelo Espírito Santo, seremos menos suscetíveis à sabedoria humana e satânica. A igreja de Jesus precisa voltar a valorizar a sabedoria do alto, que, inicialmente, procede da Palavra de Deus, mas que, enquanto dom espiritual, é resultante de uma dotação instantânea do Espírito Santo, a fim de encontrar saída para os problemas da igreja.

2. DOM DE PALAVRA DA CIÊNCIA
A palavra da ciência é a revelação sobrenatural de um conhecimento que não pode ser alcançado pela via natural. O conhecimento humano é resultado tanto da razão quanto da experiência, mas o conhecimento que vem de Deus transcende a lógica e as sensações. Isso porque “em parte conhecemos, e em parte profetizamos”, mas o conhecimento que provém de Deus pode ir além, um exemplo disso se encontra em II Rs. 6.12, em que o profeta Eliseu fazia saber ao rei de Israel as palavras que o rei da Síria falava na câmara de dormir. O conhecimento da revelação de Deus está baseado na Bíblia, a Palavra de Deus. Por isso, o dom espiritual da palavra da ciência não descarta o estudo bíblico, pois é por meio dela que crescemos espiritualmente, por se tratar de uma palavra inspirada pelo Espírito (II Tm. 3.16,17). O dom espiritual da palavra do conhecimento trata-se de uma mensagem verbal, inspirada pelo Espírito Santo, para a edificação, consolação e exortação da igreja, revelando sobrenaturalmente, e instantaneamente, diante de uma situação específica, um conhecimento que não poderia ser acessado pelas vias da razão ou experiência, por isso, esse dom está associado à profecia (At. 5.1-10; I Co. 14.24,25).

3. DOM DE DISCERNIMENTO DE ESPÍRITOS
O dom de discernimento de espírito constitui-se de extrema relevância para a igreja. O propósito central desse dom é desvelar manifestações espirituais a fim de avaliá-las se procedem de Deus. O conhecimento da Palavra de Deus nos serve bastante para esse fim, enquanto arma espiritual (Ef. 6.11,12). Recomenda-se, portanto, o exame de toda e qualquer manifestação à luz da revelação da Bíblia. O dom de discernimento de espíritos na igreja manifesta-se dentro de uma determinada situação, com vistas à elucidação de práticas distanciadas da verdade e que não podem ser facilmente identificadas por meios humanos. Esses dons que manifestam a sabedoria de Deus estão interligados, pois Pedro, depois de receber o discernimento espiritual, conhecendo que Ananias e Safara mentiam, declarou sobre ele uma palavra de julgamento (At. 5.1-5). Pela palavra escrita e pelo dom espiritual, a igreja deva estar atenta aos falsos espíritos, por isso, conforme recomenda o apóstolo João “amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus... todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do Anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem, e, presentemente já está no mundo” (I Jo. 4.1-3). Esse dom é importante dentro da igreja, em virtude da distorção do cristianismo bíblico crescente nos últimos dias (I Tm. 4.1).

CONCLUSÃO
A igreja Assembléia de Deus, no ano do seu Centenário, precisa continuar dando ênfase à manifestação dos dons espirituais. Muitas igrejas pelo Brasil já deixaram de instruir os crentes a buscá-los. O pragmatismo moderno já solapou a crença no sobrenatural em muitos arraiais ditos pentecostais. Despertemos, pois, neste célebre momento, para a busca dos dons que manifestam a sabedoria de Deus: palavra da sabedoria, palavra do conhecimento e discernimento de espíritos.

BIBLIOGRAFIA
HORTON, S. M. A doutrina do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
SOUZA, E. A. de. Nos domínios do Espírito. Rio de Janeiro: CPAD, 1987

Autor:Pb. José Roberto A. Barbosa
Fonte: http://www.subsidioebd.blogspot.com/

terça-feira, 19 de abril de 2011

Subsídio da Lição 04 da EBD (Pentecostalismo)

ESPÍRITO SANTO – AGENTE CAPACITADOR DA OBRA DE DEUS
Texto Áureo: Lc. 24.49 – Leitura Bíblica: Lc. 24.46-49; At. 1.4-8.
INTRODUÇÃO
A igreja pode facilmente ser tentada a pensar que é capaz de desenvolver a obra de Deus pelos seus próprios esforços. Principalmente nos dias atuais em que muitas instituições religiosas deixaram de ser igrejas e se transformaram em empresas. Na aula de hoje aprenderemos sobre como não transformar a obra de Deus em uma mera instituição, e isso somente poderá ser evitado se dependermos, cada vez mais, da capacitação do Espírito Santo.

1. ESPÍRITO SANTO, O AGENTE CAPACITADOR
Os discípulos receberam de Jesus a comissão de pregar o evangelho, fazendo discípulos em todas as etnias (Mt. 28.19; Mc. 16.15). Mas para fazê-lo, eles deveriam depender do Espírito Santo, não confiar apenas na capacidade humana, por isso, o Senhor os orientou para que ficassem em Jerusalém, até que: “do alto sejais revestidos de poder” (Lc. 24.49). É o Espírito Santo quem capacita a igreja para desenvolver a obra de Deus. Conforme já destacamos em aulas anteriores, o poder do alto, que desceu sobre os discípulos, e se encontra disponível nos dias atuais para a igreja, visa o testemunho de Cristo (At. 1.8). Quando lemos os relatos dos evangelhos sobre os discípulos, percebemos o quanto esses eram frágeis, e quanto temiam as autoridades religiosas, o próprio Pedro negou a Jesus (Lc. 22.60-62). Depois de ter recebido o poder do Espírito Santo, testemunhou com ousadia perante as autoridades judaicas, afirmando que elas haviam crucificado a Jesus (At. 2.36). Como resultado do derramamento de poder do alto, os discípulos se posicionaram firmemente contra aqueles que se opunham à Palavra de Deus (At. 4.29-31). Diante das ameaças, eles sequer pensaram em recorrer às autoridades humanas, antes se reuniram para suplicar a Deus que lhes desse intrepidez para continuar pregando o evangelho de Cristo e que o Senhor confirmasse a Palavra por meio de milagres.

2. A IGREJA E A AGÊNCIA DO ESPÍRITO
A igreja primitiva era guiada pelo Espírito Santo, os discípulos sabiam que não poderiam confiar apenas neles mesmos. De modo que o livro de Atos dos Apóstolos pode muito bem ser chamado de Atos do Espírito Santo, pois, ao longo desse relato lucano, percebemos a atuação direta do Espírito sobre a igreja. Os primeiros obreiros não eram escolhidos por meio de conchavos político-eclesiásticos ou por conveniências e amizades, mas através da direção do Espírito, pois “servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado... e enviados, pois, pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia (At. 13.2-4). As divergências na igreja também eram resolvidas através da operação do Espírito Santo. Quando a igreja se sentiu ameaçada pelas heresias dos judaizantes, sob o risco de ser fragmentada por aquela seita, os líderes da igreja se reuniram em Jerusalém, e por intermédio da Palavra e do Espírito, orientaram as igrejas gentias para que não dependessem de rituais religiosos para a salvação, mas do sacrifício de Cristo (At. 15.28). A expansão da igreja é uma obra do Espírito Santo, instrumentalizando os seus apóstolos. Em At. 16.6,7, o Espírito Santo modificou o programa de viagem de Paulo e Silas para a Ásia Menor, conduzindo-os para Macedônia e Grécia, falando a eles por meio de uma revelação, na qual um “varão macedônio” pede-lhes ajuda (At. 16.9).

3. A OBRA NA DIREÇÃO DO ESPÍRITO
O desenvolvimento da obra de Deus somente acontece com proveito espiritual se essa for capacitada pelo Espírito Santo, que é o agente da igreja. Isso não quer dizer que devemos desprezar a preparação humana, pois sabemos que o Espírito Santo usou Paulo, inclusive sua formação cultural para a expansão do evangelho. Mas não podemos achar que podemos fazer tudo sozinhos, com os nossos conhecimentos, recursos financeiros e influências políticas. Se assim pensamos, findaremos como a igreja de Laodicéia (Ap. 3.14-22), que ostentava auto-suficiência, dizia-se rica e abastada e que não precisava de coisa alguma, mas Cristo, ao avaliá-la, a identificou como “infeliz, miserável, pobre, cego e nu”. O orgulho da igreja de Laodicéia os cegou ao ponto de não enxergarem a condição espiritual na qual se encontravam. Os membros daquela igreja se achavam fortes e independentes, mas o estado real era de fraqueza, pois dependiam deles mesmos, não do poder do Espírito Santo. Uma igreja conduzida pela pelo Espírito Santo desenvolve a obra de Deus de acordo com Seu intento. Ela é como a igreja de Filadelfia (Ap. 3.7-13) que se considerava pobre, mas era rica aos olhos de Cristo, que dizia ter pouca força, mas que diante de Deus era poderosa, pois guardavam a Palavra de Cristo e não negava o Seu nome (Ap. 3.8). Uma igreja que se acha poderosa por causa da sua influência política ou rica porque detém grande patrimônio, está confiando em sua própria força, o final é sempre a ruína espiritual. Uma igreja que se acha fraca e depende de Deus, é forte, pois ela é direcionada pelo Espírito, mesmo que não tenha muitos bens, mas seja cheia de fé, abalará o mundo, e ainda que não tenha influência política, fará proezas, pois agirá sob o poder do Espírito Santo (At. 1.8).

CONCLUSÃO
A obra de Deus não é desenvolvida por meio de ativismos, na verdade, esse, na maioria das vezes, serve apenas para ocultar a ausência do poder do Espírito Santo. Uma igreja poderosa depende da agência do Espírito Santo na escolha dos líderes, na evangelização, na obra missionária e na resolução de conflitos. A igreja primitiva, impulsionada por esse poder, foi capaz de expandir o evangelho de Cristo até aos confins da terra, pois enquanto os discípulos pregavam o evangelho com ousadia, o Consolador convencia os ouvintes do pecado, da justiça e do juízo (Jo. 16.8-11). Se assim acontecer, a igreja não estará servindo à obra, mas ao Deus que a agencia e a conduz.

BIBLIOGRAFIA
HORTON, S. M. A doutrina do Espírito Santo. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.
SOUZA, E. A. de. Nos domínios do Espírito. Rio de Janeiro: CPAD, 1987.

Autor: Pb. José Roberto A. Barbosa
Fonte:http://www.subsidioebd.blogspot.com/
Twitter: @subsidioEBD

domingo, 30 de janeiro de 2011

Subisídio da Lição 06 da Escola Dominical (Atos)

A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA NA IGREJA
Texto Áureo: Hb. 12.11 – Leitura Bíblica em Classe: At. 5.1-11
Autor: Pb. José Roberto A. Barbosa
Fonte:www.subsidioebd.blogspot.com
Twitter: @EBD_ADMossoro
Objetivo: Mostrar aos alunos que a essência da disciplina é o ensino e o seu objetivo é levar-nos a andar de acordo com a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.

INTRODUÇÃO
Há quem defenda que a disciplina não é mais necessária na igreja dos dias atuais. O Deus que disciplina em amor, conforme revelado na Bíblia, não é mais considerado. Em contraponto a essa abordagem, estudaremos, na lição de hoje, a respeito da importância da disciplina na igreja: definição no Antigo e Novo Testamento, o caso Ananias e Safira e as condições para a disciplina na igreja.

1. A DEFINIÇÃO BÍBLICA DE DISCIPLINA
No Antigo Testamento, a palavra hebraica para disciplina é musar e significa, prioritariamente, “instrução”. Isso porque na Lei Judaica a disciplina tem a ver com a instrução por meio de recompensas e punições a fim de orientar a conduta do comportamento. É nesse sentido que, em Dt. 11.2, é destacada a disciplina do Senhor. A Lei Mosaica opera por meio de um complexo sistema de punições a fim de reforçar os Mandamentos de Deus (Lv. 25.23; Dt. 4.36; Ex. 20.20). Por esse motivo, o ímpio, ou seja, aquele que não observa a Torah, odeia a disciplina (Sl. 50.17). O genuíno filho de Deus, por sua vez, ama a disciplina (Pv. 3.11), pois nesta repousa a sua vida (Pv. 5.12) e o seu próprio bem (Pv. 19.18). No Novo Testamento, a palavra grega é paidia que tanto se refere à instrução ou orientação quanto ao treinamento. Esse termo, em sentido amplo, diz respeito ao ato de “criar, educar, instruir”. O fundamento da disciplina, conforme exposta no Novo Testamento, é o amor (Hb. 12.6-11). A disciplina aplicada com ódio não passa de vingança, nada tem a ver com a disciplina de Jesus (Mt. 11.29).

2. A CONDENAÇÃO DE ANANIAS E SAFIRA
No capítulo 5 de Atos, estudamos a respeito da condenação de Deus sobre Ananias e Safira. Barnabé, um cristão recém-convertido, e de posses, vendeu tudo o que possuía e depositou aos pés dos apóstolos. Sua generosidade chamou a atenção da igreja, levando Ananias e Safira a querem imitar tal ato, a fim de serem honrados pelos irmãos. Para tanto, venderam uma propriedade e combinaram em reter parte do valor recebido. Em seguida, depositaram-no aos pés dos apóstolos, dizendo ser aquela a quantia total da venda. Através daquele ato, Satanás quis instaurar a hipocrisia no seio da igreja primitiva. Eles demonstraram, por meio dessa atitude, ser vangloriosos e cobiçosos em relação ao dinheiro (I Tm. 6.10). Eles poderiam permanecer com o dinheiro que receberam pela venda da herdade, mas não precisariam mentir, em busca de fama. Mas Pedro, pelo Espírito Santo, discerniu que aqueles corações estavam tomados pela hipocrisia: “por que encheu Satanás o teu coração?” (At. 5.3), eis a origem do pecado (Jo. 13.2; Tg. 4.7). Não se tratava de um pecado somente aos homens, pois, conforme argumentou Pedro, “Não mentiste aos homens, mas a Deus” (At. 5.4). Eles foram disciplinados imediatamente, com o objetivo específico, para servir de instrução aos demais “houve um grande temor em toda a igreja e em todos os que ouviram estas coisas” (At. 5.11). Em virtude da igreja está em seus momentos iniciais, Deus antecipou o castigo de Ananias e Safira, e ainda pode fazer o mesmo nos dias atuais, ainda que, em geral, continue dando oportunidade para o arrependimento (Ap. 2.5; 3.19).

3. A DISCIPLINA NA IGREJA
Jesus declarou que a igreja, na terra, tem a responsabilidade árdua, mas necessária de disciplinar (Mt. 18.18-20), mas essa deve fazê-lo de acordo com a Palavra, em oração, na dependência do Espírito Santo, e sobretudo, em amor (I Pe. 4.8). Existem algumas falhas que podem dispensar a disciplina, a esse respeito tratam os seguintes textos: Rm. 15.1; Fp. 4.5; I Pe. 4.8). Nos casos de transgressões que não sejam passíveis de comprovação, o melhor é orar pela pessoa, confiando que Deus trabalhará na sua vida, conduzindo-a ao arrependimento (Mt. 18.16). Nos casos de ofensas pessoais, isto é, que envolvam membros da igreja, é recomendável que a pessoa ofendida busque a pessoa culpada em busca de reconciliação (Mt. 18.15). Caso a pessoa permaneça impenitente em relação ao pecado, deva-se levar à igreja, através da liderança, a fim de que o caso seja avaliado (Mt. 18.17). A pessoa que está sendo objeto da acusação deva ter amplo direito à defesa e somente ser disciplinada após a comprovação dos fatos, o que acarretará, se for o caso, em exclusão (Mt. 18.17). Nos casos de pecados públicos, a disciplina é necessária a fim de: 1) proteger a integridade da igreja (At. 20.28-31; Hb. 12.14-16); e 2) restaurar o transgressor à igreja, conduzindo-o ao arrependimento (Gl. 6.1; Tg. 5.19,20). Não saudável viver a procura de casos de pecados na igreja, mas, por outro lado, não se pode deixar de atentar para os casos dignos de disciplina (Mt. 13.28-30). A disciplina preventiva, por meio do ensino da Palavra, é a melhor maneira de evitar medidas mais amargas posteriormente (II Tm. 2.24-26; Tt. 1.9).

CONCLUSÃO
A disciplina é necessária na igreja, mas essa deva sempre ser conduzida em amor, dando aos ofensores, a ampla oportunidade de defesa, e quando identificada a culpa, este deva, se possível, ser conduzido ao arrependimento (I Co. 1.10,11; Fp. 4.2,3). Ananias e Safira receberam a punição pelos seus pecados porque se negaram a reconhecê-lo, mentiram ao Espírito Santo, e esse, verdadeiramente, é o pecado imperdoável (Mt. 12.32), a hipocrisia do pecador que não dá lugar ao arrependimento, ao convencimento do Espírito (Jo 16.8-10). No caso da igreja, a disciplina deva ser dada, ao pecador arrependido, com amor e humildade, almejando sempre sua restauração (Gl. 6.1-2).

BIBLIOGRAFIA
ELLIFF, J., WINGERD, D. Disciplina na igreja. São José dos Campos: Fiel, 2006.
PEARLMAN, M. Atos: e a igreja se fez missões. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
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