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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Levando a sério o ministério da pregação




De todas as tarefas empreendidas por seres humanos, certamente a mais venerável é o ministério da pregação. Quem prega, prega em nome de Deus. Quem prega, prega como se fosse Deus.
Disso resulta a imperiosa necessidade que o pregador enfrenta de atender a alguns parâmetros que devem direcionar o seu labor.
O pregador bem-sucedido não deve ficar obcecado pela ideia de pregar sermões acadêmicos.
Todo pregador de bom senso reconhece a grande diferença entre uma pregação pública e uma aula de seminário.
O pregador dos pregadores não pregou sermões acadêmicos. Ele entendia as necessidades do povo, falava a linguagem do povo e alcançava o coração do povo.
Como resultado, o povo disse a seu respeito: “Ninguém jamais falou como este homem”.
Levar a sério o ministério da pregação significa não desperdiçar o tempo.
O tempo perdido hoje está perdido para sempre.
O pregador não deve tomar tempo em conferir as medalhas que ganhou. Deve esforçar-se por conseguir outras mais.
Tempo para ler, para estudar e para aprender nunca estão ausentes da agenda de um homem bem sucedido. Quem lê mais, sabe mais. Quem aprende mais, ensina melhor.
Saber organizar a vida e utilizá-la com proveito é benção de Deus que se cultiva. Ela não cai do céu, como o maná para Israel.
Louvo infinitamente a Deus por ser este o meu trigésimo-nono livro. A maioria deles, eu os escrevi em hotéis, aeroportos e aviões.
Quem fala mal do tempo é porque o desperdiçou loucamente.
Quem se queixa de não ter tempo, é porque não sabe administrá-lo.
Alguns não utilizam seu tempo na preparação de mensagens, nem no estudo das Sagradas Escrituras, porque confiam em sua memória privilegiada.
Uma boa memória pode ser a madrasta da ociosidade. A tribuna sagrada não é uma gincana mnemônica. Não somos rezadores, somo pregadores.
Nada substitui o dever de cavar, de buscar, de estudar, de pesquisar, de procurar, de conhecer, de preparar e, principalmente, de receber diretamente do Senhor a palavra adequada.
O pregador famoso prega a mensagem que agita o povo e o eletriza. É preciso pensar nos resultados!
O pregador de sucesso prega a mensagem certa, na hora certa, para o povo certo. Claro que produz resultados certos.
Para ter coroado de sucesso o seu ministério, o pregador deve abandonar a especulação, ser cuidadoso na investigação e buscar piedosamente a revelação. Nossos ouvintes não desejam propriamente saber o que pensamos sobre algo, mas o que a Palavra de Deus ensina.
Estamos entrando na fase final da História da Igreja na Terra, precedendo, naturalmente, o Grande Rapto.
Nunca foi tempo de especulação.
Está passando o tempo da investigação.
Estamos entrando na plenitude dos tempos da revelação.
Não basta ir ao púlpito dizer o que todos já disseram. É preciso receber algo de Deus, que as pessoas nunca ouviram, posto que “o poço é fundo” e essa fonte nunca cessará.


Fonte: GOMES, Geziel. Como ser um pregador bem sucedido. 1º Edição. Indaiatuba-SP: Editora Nova Esperança. Abril - 2012. P. 81-84.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Subisídio da Lição 04 da Escola Dominical (Atos)

Pb. José Roberto A. Barbosa

Objetivo: Ressaltar a importância da comunhão enquanto marca caracterizadora da unidade dos discípulos de Jesus Cristo.

INTRODUÇÃO
Na lição de hoje, estudaremos a respeito da importância da comunhão na igreja de Jesus Cristo. A principio, definiremos bíblico-teologicamente o significado da palavra comunhão. Em seguida, analisaremos a comunhão dos primeiros cristãos de Jerusalém. Ao final, atentaremos para a necessidade da comunhão na igreja, enquanto marca caracterizadora da unidade.

1. COMUNHÃO, DEFINIÇÃO DO TERMO
A palavra comunhão, no grego do Novo Testamento, é koinonia. Esse termo também pode ser traduzido como participação e partilha. Em geral, se refere aos interesses mútuos entre os membros da comunidade da fé, a igreja. A comunhão cristã é descrita em At. 2.42, neste versículo, a koinonia é apresentada como um dos padrões da igreja, os cristãos permaneciam em comunhão uns com os outros. Essa comunhão, no contexto de Atos, não se refere apenas ao ato de se reunir, mas também ao de partilhar alimento e outras necessidades existenciais. Essa palavra é bastante utilizada por Paulo, 13 das 19 vezes no Novo Testamento. Ele usa o termo koinonia para se referir às coletas para suprir os crentes pobres de Jerusalém (Rm. 15.26; II Co. 8.4; 9.13). Para tanto, há a necessidade que os interesses dos outros tenham proeminência (Fp. 2.1). A palavra koinonia é usada por Paulo também para se referir à participação do cristão nos sofrimentos de Cristo (Fp. 3.10), à comunhão do Espírito (II Co. 13.13), à participação do corpo e sangue de Cristo por ocasião da Ceia do Senhor (I Co. 10.16). O apóstolo João admoeste aos cristãos para que esses tenham comunhão uns com os outros (I Jo. 1.3,7). O fundamento desta, segundo o discípulo amado, se encontra na comunhão que temos tanto com o Pai quanto com o Seu Filho, Jesus Cristo (I Jo 1.3,6).

2. A COMUNHÃO DOS CRISTÃOS DE JERUSALEM
Os primeiros cristãos perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, no partir do pão, e nas orações (At. 2.42). Lucas registra ainda que “todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade” (At. 2.44,45). Essa passagem de Atos, especialmente o versículo 42, revela que a igreja primitiva: 1) estava disposta a aprender, pois perseverava na doutrina dos apóstolos, portanto, não se apartava do ensino; 2) exercitava o amor, e esse era concretizado na comunhão dos santos, partilhando voluntariamente os bens com os necessitados; 3) cultuava a Deus, partindo o pão e nas orações, tanto no templo (formalmente) quanto nas casas (informalmente) (v. 46); e 4) propagava a Palavra de Deus, e através desta, pessoas se convertiam ao evangelho de Jesus Cristo (v. 47). A respeito das contribuições aos necessitados na igreja de Jerusalém é preciso fazer alguns esclarecimentos. Primeiramente não se tratava de uma obrigatoriedade, pois ainda que alguns vendessem seus bens e os depositassem aos pés dos apóstolos, outros continuavam com suas casas, já que nelas se reunião. Essa verdade pode ser identificada na atitude hipócrita de Ananias e Safira. A esses disse Pedro: “conservando-o, porventura, não seria teu? E vendido, não estaria em teu poder?” (At. 5.4). Do contexto de Atos, extraímos o princípio da generosidade, especialmente em relação aos pobres e necessitados. A prioridade da igreja deva ser o evangelho salvador de Jesus Cristo, esse, ao contrário do que defendem certos evangélicos, inclui o cuidado com os pobres da igreja (II Co. 9.1).

3. COMUNHÃO, A MARCA DO CRISTÃO
A comunhão é uma marca caracterizadora do cristão, já que somos dependentes, tanto de Deus quanto dos irmãos. Conforme escreveu o poeta inglês John Donne, “nenhum homem é uma ilha”. A atitude de autossuficiência na igreja pode levar as pessoas a viverem distantes umas das outras, a agirem indolentemente no seio da igreja (Hb. 5.12; Rm. 12.1-3). A amargura também pode impedir o desenvolvimento da comunhão na igreja. Cristãos amargurados tratam uns aos outros com hostilidade (Hb. 12.15). Não são poucas as pessoas com orgulho ferido nas igrejas evangélicas. Por causa desse sentimento, elas têm dificuldade para estabelecer vínculos. O elitismo eclesiástico pode também ser um empecilho para a comunhão. As chamadas “panelinhas” nas igrejas, como havia em Corinto (I Co. 3.4), coloca alguns em preferência em detrimento de outros. Conforme afirmou John Wesley certa feita, nada mais anticristão do que um cristão solitário. Nos dias atuais, marcados pelas redes de relacionamentos, as pessoas precisam estar mais juntas. Não apenas nos espaços internéticos, mas também nos encontros presenciais. A frieza do monitor e do teclado do computador não substitui o abraço e o aperto de mão. A cultura ocidental nos legou o individualismo, e, infelizmente, até mesmos em determinadas igrejas, é cada um por si e o diabo contra todos. A igreja do Senhor não é uma empresa, mas uma família na qual somos irmãos, filhos do mesmo Pai, e como tais devemos nos relacionar. É na igreja que encontramos (ou pelo menos deveríamos encontrar) graça e refrigério para as nossas almas (Rm. 1.11,12).

CONCLUSÃO
A comunhão cristã é um exercício de partilha, por meio dela, transmitimos uns aos outros, a graça de Deus manifestada em Jesus Cristo. Neste Centenário, a política eclesiástica tem atrapalhado a comunhão no seio da igreja. É uma pena que não possamos celebrar juntos os cem anos da Assembléia de Deus no Brasil. As vaidades pessoais estão para além da comunhão cristã. Os líderes estão dando um péssimo exemplo, expondo a igreja ao vitupério. Que Deus desperte a Sua igreja e nos ensine, não somente neste ano, mas até a Sua volta, a colocar os interesses dos outros acima dos nossos (Fp. 2.3,4), procurando guardar a unidade do Espírito pelo vinculo da paz (Ef. 4.3).

BIBLIOGRAFIA
PEARLMAN, M. Atos: e a igreja se fez missões. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
STOTT, J. A mensagem de Atos. São Paulo: ABU, 2008.
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